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"Seremos sempre a favor de mais transparência para administradores públicos"

Mariana Mortágua intervém sobre obrigatoriedade de gestores da Caixa apresentarem declarações de rendimentos ao Tribunal Constitucional e sobre proposta bloquista de limitação dos seus salários.
Mariana Mortágua intervém no parlamento.
Mariana Mortágua intervém no parlamento.

No segundo dia do debate e votação na especialidade do Orçamento de Estado para 2017, Mariana Mortágua interveio sobre o voto do Bloco a favor da obrigatoriedade de os gestores da Caixa Geral de Depósitos apresentarem as suas declarações de rendimentos ao Tribunal Constitucional.

"Levamos muito a sério a exigência sobre transparência e nunca o Bloco de Esquerda se negará na exigência de transparência sobre qualquer administrador público, independentemente de quem o nomeia. Votaremos sempre a favor de propostas que exijam mais transparência para qualquer administrador público", afirmou a economista e dirigente bloquista.

"O Bloco tem uma visão muito diferente do PSD sobre justiça e desigualdades salariais. O PSD não vê nenhum problema quando Mexia ganha 2.5 milhões na EDP ao ano, o PSD não vê nenhum problema quando Catorra ganha meio milhão ao ano, na EDP e também não tem nenhum problema em trazer essas desigualdades salariais que existem no setor privado, para dentro do Estado", prosseguiu Mariana, que acudou o partido de direita de achar "normal e aceitável que Sérgio Monteiro ganhe 30 mil euros para ir vender o Novo Banco para o Banco de Portugal, que Stock da Cunha ganhasse 25 mil euros para vender o Novo Banco, que Fernando Pinto, administrador de uma empresa pública que até tinha prejuízo, ganhasse 30 mil euros por mês à frente da TAP".

"PSD e CDS não têm nenhum problema que um administrador na esfera pública que gira uma empresa pública ganhe ao longo do seu mandato uma centena, duas centenas de anos de um salário médio de um trabalhador português", acusou Mariana Mortágua. "Nós levamos esse assunto muito a sério e por isso fizemos uma proposta para limitar o salário dos administradores públicos ao salário do Primeiro Ministro. Quando foi confrontado com uma proposta que de facto limitava salários e que não permitia pagar 30 mil euros a Sérgio Monteiro, 25 mil euros a Stock da Cunha, 30 mil euros a Fernando Pinto, o PSD votou contra porque não se preocupa com a limitação de salários", concluiu a dirigente do Bloco.


Em baixo pode ver mais intervenções de deputados bloquistas durante a sessão parlamentar.

 

 

Termos relacionados Orçamento do Estado 2017, Política

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