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SAMS: Trabalhadores em greve contra a suspensão das contratações coletivas

A greve dos trabalhadores dos Serviços de Assistência Médico-Social (SAMS) teve uma adesão de 100 por cento, anunciaram fontes sindicais.
Para os trabalhadores, o encerramento de serviços não têm justificação. Foto da Lusa (arquivo)
Para os trabalhadores, o encerramento de serviços não têm justificação. Foto da Lusa (arquivo)

O dirigente sindical Rui Marroni disse à Lusa que "está em causa a suspensão pelo sindicato das convenções coletivas de trabalho e degradação das condições de trabalho".

“Os motivos [da luta] têm a ver com a falta de negociação com o sindicato dos bancários. Desde 2011 que apresentaram uma proposta de denúncia das convenções coletivas que iniciámos as negociações”, afirmou, tendo acrescentado que “estas decorreram regularmente até outubro de 2013 e depois disso deixaram de marcar reuniões e pararam o processo negocial sem qualquer explicação”.

Em relação à greve o sindicalista referiu que “neste momento temos uma adesão a 100% nos serviços de urgência do hospital, onde estão a ser cumpridos os serviços mínimos pelos profissionais que estão escalados e no centro clínico, adesão é total no serviço de fisioterapia”.

Manobras de intimidação

Rui Marroni sublinhou ainda que muitos trabalhadores têm afirmado que “foram trabalhar porque estão a recibo verde e contrato a termo e outros dizem estar a ser intimidados a comparecer ao trabalho”.

A greve abrange os trabalhadores administrativos do sindicato até pessoal médico e enfermeiros que prestam serviço nos SAMS, o subsistema de saúde dos bancários que é gerido pelo sindicato dos bancários.

O sindicalista disse que em novembro os trabalhadores tiveram a informação de que tinha sido requerida a caducidade das convenções coletivas de trabalho, o que levou os trabalhadores a avançar para a greve.

“Esta situação revoltou e indignou os trabalhadores porque não faz qualquer sentido uma estrutura que é um sindicato estar a acabar com a contratação coletiva na sua instituição”, sublinhou.

Rui Marroni disse ainda que os sindicatos enviaram, em outubro, um pedido de audiência à Comissão Parlamentar do Trabalho e da Segurança Social para denunciar estas situações, mas até agora “não obtiveram qualquer resposta”.

“Quero também chamar a atenção para o facto de estarmos a assistir nos SAMS ao encerramento de unidades, o que não faz sentido depois de terem sido feitas obras de grande qualidade para depois encerrarem a urgência pediátrica, a clínica de Setúbal e várias consultas espalhadas pelo centro e sul do país, área do sindicato”, denunciou.

Estes encerramentos foram justificados, segundo Rui Marroni, devido à falta de “rentabilidade” e também “falta de utentes”.

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