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RTP quer adiar reposição de direitos, trabalhadores prometem "medidas drásticas"

A Comissão de Trabalhadores e os sindicatos recusaram a proposta da administração da RTP para que a reposição de carreiras e direitos que a lei garante no próximo dia 1 de janeiro fosse faseada ao longo de dois anos.
Foto Paulete Matos

Em comunicado, a Comissão de Trabalhadores revelou a “pressão fortíssima sobre todos os sindicatos da RTP” exercida nos últimos dias pela administração para que “os trabalhadores só recebessem o que têm direito, faseadamente, ao longo de dois anos, ao mesmo ritmo da Função Pública”.

A CT da RTP diz não ter conhecimento de nenhuma outra empresa do setor empresarial do Estado onde tenha sido feita uma proposta semelhante aos trabalhadores. Como os sindicatos recusaram, resta à empresa cumprir a lei e pagar a reposição das carreiras a partir do primeiro dia de 2018.

O Orçamento do Estado agora aprovado repõe as convenções coletivas do setor empresarial do Estado, tal como o Tribunal Constitucional já tinha decidido em acórdão. Os trabalhadores da RTP que não tenham tido qualquer mudança de carreira ou nível de desenvolvimento nos últimos seis anos ou mais, verão agora desbloqueadas as mudanças de escalão.

A CT aponta que as contas da RTP para 2018 apontam para um prejuízo mínimo de 6 milhões de euros, “com tendência para o agravamento”. Mas lembram que o montante devido aos trabalhadores para repor as carreiras equivale a apenas 2.6% dos cerca de 104 milhões que a empresa pretende gastar na sua grelha de programas em 2018, um aumento de 21 milhões em relação ao ano atual.

Para que as “tutelas internas e externas da empresa percebam de uma vez por todas a diferença entre a realidade da RTP e as relações públicas em torno da RTP”, a CT e os sindicatos “tomarão medidas drásticas”, avisa o comunicado da CT, referindo-se à proposta da administração e ao estado das contas da empresa.

 

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