RTP: adesão “satisfatória” e greve às horas extra

Piquete mantém-se na porta da empresa, numa greve apoiada pelos principais sindicatos, incluindo da UGT. Cartaz retrata presidente da empresa como um agente imobiliário da empresa “Relvax”.
Guilherme Costa, presidente do Conselho de Adminstração da RTP, é retratado como agente de imobiliário da "Relvax"

Cerca de 30 trabalhadores da RTP mantinham um piquete de greve à porta da empresa neste dia de greve geral. Fonte da Comissão de Trabalhadores disse ao Esquerda.net que a adesão à greve na RTP é satisfatória. A greve teve o apoio dos principais sindicatos da empresa, o SINTTAV – Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual, o STT – Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações e Comunicação Audiovisual, ambos da CGTP, o Sindicato dos Jornalistas, independente, e o SMAV – Sindicato dos Meios Audiovisuais, filiado à UGT.

A adesão à greve foi aprovada num plenário promovido pela CT e os sindicatos que contou com cerca de 200 trabalhadores. Outras reuniões realizadas no Porto, Açores e Madeira apoiaram também a greve geral.

Os trabalhadores decidiram também decretar uma greve às horas extraordinárias, por tempo indeterminado, como protesto à decisão do Conselho de Administração de, invocando a nova legislação laboral, decidir arbitrariamente a quem vai pagar horas extraordinárias a 50% ou a 100%.

Guilherme Costa, agente da Relvax

Os trabalhadores também puseram a circular duas versões de um cartaz bem humorado em que apresentam Guilherme Costa, o presidente do Conselho de Administração da RTP, como agente imobiliário da Relvax, uma espécie de Remax do ministro Miguel Relvas, que pretende vender (privatizar) a empresa.

A administração não respondeu à moção, aprovada na sexta-feira, 16 de março, que reclamava que o Plano de Reestruturação não previsse "despedimentos, nem deslocações coercivas do local de trabalho, nem perda de vínculo à empresa". Pedia-se ainda que fosse "aplicado na RTP os mesmos critérios de exceção, ou 'adaptação', aos cortes salariais já aplicados noutras empresas públicas"

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