O presidente da Câmara municipal do Porto emitiu uma ordem de serviço no passado dia 13 de junho, pela qual acaba com o feriado municipal do centenário S. João do Porto e dá tolerância de ponto aos funcionários municipais. Rui Rio argumenta com a nova lei dos feriados aprovada pela maioria PSD/CDS-PP, referindo na ordem de serviço que optou por dar tolerância de ponto aos funcionários municipais, "considerando o que vem determinado na Lei da Assembleia da República, gozar feriados municipais sem deliberação clara do Conselho de Ministros é uma violação da lei, e os decisores podem ser responsabilizados por isso".
A candidatura autárquica do Bloco de Esquerda/“E se virássemos o Porto ao contrário?” anunciou nesta quarta-feira (na sua página no facebook) que “na sequência das declarações do ainda presidente da CMP” convida todos e todas para a ação “O S. João é do Povo!”
O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) repudiou o fim do feriado de S. João e considera que esta decisão visa o não pagamento de trabalho extraordinário aos funcionários requisitados para as corridas da Boavista.
Ao “Expresso”, Rui Rio referiu que registou "com surpresa e estupefação" o encerramento da Assembleia da República a 13 de junho, "contrariando uma lei por si aprovada, sucedendo o mesmo com a generalidade dos serviços públicos da Administração Central da cidade de Lisboa, sem que o dia 13 tenha sido decretado feriado municipal por quem de direito e sem que o Governo tenha decretado tolerância de ponto".
Segundo a TVI, o governo apresentou, na semana passada, uma proposta para que o gozo dos feriados municipais deixe de necessitar dessa decisão prévia dos governantes.
A ação “O S. João é do Povo!” será uma “ antecipação do S. João”:
“Com quadras da Regina Guimarães e leituras do Rui Spranger
Efe-éme-i e Efe-dê-pê
Juntaram-se os dois à esquina
E todo o povo bem vê
Que ambos tocam concertina...
Virar o Porto ao contrário
Não é um slogan balofo
Cidade sai do armário
Que lá dentro cheira a mofo.”