A declaração da eurodeputada da Esquerda Unitária (GUE/NGL) eleita pelo Bloco de Esquerda foi feita durante o debate da nova legislação sobre prospeção offshore e perfuração de petróleo a adotar pelo Parlamento Europeu.
A elaboração do relatório foi suscitada pela catástrofe ocorrida no Golfo do México em 2010. Este documento fica "muito aquém da resposta necessária e urgente", disse Marisa Matias. É verdade, prosseguiu, "que as empresas e companhias têm de apresentar planos de catástrofe, mas o objetivo deveria ser evitar as catástrofes, não apresentar planos".
Quanto à exploração no Ártico, cada vez mais intensa, a eurodeputada do Bloco de Esquerda desmontou o sofisma de que não se trata de território da União, porque nessa exploração participam empresas da União Europeia. "Se querem incluir a consulta pública, como está previsto, porque não ouvir as ONG's e os cidadãos que não querem perfuração em ambientes sensíveis, porque é todo o planeta que está em causa?", perguntou.
"O que conta é a proteção dos trabalhadores, do ambiente e do planeta", concluiu Marisa Matias, mas quando se trata de matéria energética, entre os cidadãos e as multinacionais quem "ganha é sempre o negócio".