Quando se trata de petróleo, "ganha sempre o negócio

21 de maio 2013 - 11:24

"No embate entre os cidadãos e as multinacionais cada vez que se discute matéria energética nas instituições europeias ganham sempre as multinacionais, ganha sempre o negócio", denunciou Marisa Matias no plenário do Parlamento Europeu, em Estrasburgo.

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"O que conta é a proteção dos trabalhadores, do ambiente e do planeta", concluiu Marisa Matias, mas quando se trata de matéria energética, entre os cidadãos e as multinacionais quem "ganha é sempre o negócio".

A declaração da eurodeputada da Esquerda Unitária (GUE/NGL) eleita pelo Bloco de Esquerda foi feita durante o debate da nova legislação sobre prospeção offshore e perfuração de petróleo a adotar pelo Parlamento Europeu.

A elaboração do relatório foi suscitada pela catástrofe ocorrida no Golfo do México em 2010. Este documento fica "muito aquém da resposta necessária e urgente", disse Marisa Matias. É verdade, prosseguiu, "que as empresas e companhias têm de apresentar planos de catástrofe, mas o objetivo deveria ser evitar as catástrofes, não apresentar planos".

Quanto à exploração no Ártico, cada vez mais intensa, a eurodeputada do Bloco de Esquerda desmontou o sofisma de que não se trata de território da União, porque nessa exploração participam empresas da União Europeia. "Se querem incluir a consulta pública, como está previsto, porque não ouvir as ONG's e os cidadãos que não querem perfuração em ambientes sensíveis, porque é todo o planeta que está em causa?", perguntou.

"O que conta é a proteção dos trabalhadores, do ambiente e do planeta", concluiu Marisa Matias, mas quando se trata de matéria energética, entre os cidadãos e as multinacionais quem "ganha é sempre o negócio".