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Protestos contra o encerramento das 22 estações dos CTT

Nesta sexta-feira, realizaram-se protestos à porta de muitas das estações que a administração dos CTT quer encerrar. À porta da estação da Areosa (Gondomar), o deputado José Soeiro apontou que “é preciso travar este processo”, que passa pelo encerramento das estações e pelo despedimento de mais de 800 trabalhadores.
Concentração de bloquistas junto à estação dos CTT da Areosa (Gondomar)
Concentração de bloquistas junto à estação dos CTT da Areosa (Gondomar)

Diversas entidades realizaram esta sexta-feira protestos à porta das estações dos correios que a administração dos CTT pretende encerrar. À porta de muitas delas estiveram deputados do Bloco de Esquerda, denunciando a intenção da administração de encerramento dessas estações e de despedimento de trabalhadores.

Em Areosa, no concelho de Gondomar, estiveram presentes os deputados bloquistas José Soeiro, Luís Monteiro e Maria Rola.

Segundo a Lusa, José Soeiro declarou:

"É preciso travar este processo que passa pelo encerramento de postos de correio que são fundamentais para a população e que passa pelo despedimento de mais de 800 trabalhadores, num contexto em que a atual administração dos CTT já é responsável por um incumprimento flagrante das suas obrigações de serviço público".

Soeiro sublinhou que "ao mesmo tempo que a empresa tem lucros e distribui milhões pelos acionistas, encerra balcões, despede pessoas e degrada o serviço".

Em Lisboa, junto à estação do Socorro, esteve o vereador da Câmara de Lisboa, Ricardo Robles, e as deputadas Mariana Mortágua e Isabel Pires.

Renacionalizar os correios

Em Aveiro, junto à estação dos correios da Universidade, esteve o deputado Moisés Ferreira, que, segundo a Lusa, declarou: "Não aceitamos o encerramento desta estação. Ela é necessária à própria Universidade, que tem cerca de 15 mil alunos e 1.500 docentes. Até para o funcionamento dos vários departamentos e laboratórios de investigação esta estação é importante, porque faz a receção diária da correspondência, além de tudo o que as outras fazem".

"Se temos uma administração dos CTT que não quer fazer o serviço público e que não quer ter as estações de correio próximo das pessoas, o que o Governo tem a fazer é renacionalizar os correios e impedir o encerramento de mais estações", disse também Moisés Ferreira, sublinhando ainda: "Desde que os CTT foram privatizados pelo governo PSD/CDS, os Correios foram 'assaltados' pelos seus acionistas: em 2014, 2015, 2016 e 2017 tiveram milhões de euros de lucro, de que se apropriaram em vez de reinvestir".

As 22 estações que a administração dos CTT pretende encerrar são:

Junqueira (concelho de Lisboa), Avenida (Loulé), Universidade (Aveiro), Termas de São Vicente (Penafiel), Socorro (Lisboa), Riba de Ave (Vila Nova de Famalicão), Paços de Brandão (Santa Maria da Feira), Lavradio (Barreiro), Galiza (Porto), Freamunde (Paços de Ferreira), Filipa de Lencastre (Sintra), Olaias (Lisboa), Camarate (Loures), Calheta (Ponta Delgada), Barrosinhas (Águeda), Asprela (Porto), Areosa (Porto), Araucária (Vila Real), Alpiarça, Alferrarede (Abrantes), Aldeia de Paio Pires (Seixal) e Arco da Calheta (Calheta, na Madeira).

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