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Problemas na Soflusa resultam da política de privatização de PSD-CDS

No parlamento, o deputado do Bloco Heitor de Sousa defendeu que “a superação das dificuldades só se resolve com o reforço do investimento público nos transportes públicos” e que o Governo tem de assumir este “desafio estratégico” já no próximo orçamento.
Heitor de Sousa defendeu ainda que “a superação das dificuldades só se resolve com o reforço do investimento público nos transportes públicos, em especial na Área Metropolitana de Lisboa”. Foto de Paulete Matos.
Heitor de Sousa defendeu ainda que “a superação das dificuldades só se resolve com o reforço do investimento público nos transportes públicos, em especial na Área Metropolitana de Lisboa”. Foto de Paulete Matos.

Referindo-se aos acontecimentos que se estão a viver, desde o início desta semana, na travessia do Tejo, no serviço de transporte prestado pela Soflusa entre o Barreiro e Lisboa, o deputado do Bloco de Esquerda Heitor de Sousa considerou que a situação “é o caos total” e exigiu “respostas concretas por parte do Conselho de Administração da Soflusa e, sobretudo, por parte do Governo”.

Na declaração política desta quarta-feira, no parlamento, o deputado defendeu que a situação da Soflusa “é o reflexo da estratégia da anterior Administração, mandatada pelo Governo do PSD/CDS para privatizar a Transtejo e a Soflusa, o que levou à venda de um navio “Augusto Gil” – que agora faz falta – e à recusa em realizar investimentos de manutenção nos restantes, nomeadamente garantindo os indispensáveis Certificados de Navegabilidade”.

Além disto, notou ainda, “para além da natural e compreensível revolta dos passageiros que utilizam os barcos da Soflusa, que não entendem porque razão metade da frota ficou fora de serviço de uma semana para a outra, os Avisos do Conselho de Administração sobre o assunto foram gasolina para a fogueira que justifica a revolta”.

De facto, a Administração publicou uma recomendação “para que as pessoas evitassem deslocações do Barreiro para Lisboa entre as 8 e as 9 horas”. “Se isto fizesse parte de um filme diríamos que estaríamos em presença de uma cena surreal, digna do mais puro estilo “felliniano”, comentou o deputado.

Heitor de Sousa defendeu ainda que “a superação das dificuldades só se resolve com o reforço do investimento público nos transportes públicos, em especial na Área Metropolitana de Lisboa” e que o Governo tem de assumir este “desafio estratégico já e não apenas a partir de 2021”.

“Não pode haver mais desculpas para não desbloquear o investimento público a partir do próximo Orçamento de Estado”, reiterou o deputado do Bloco.

Ler aqui, na íntegra, a declaração política do Bloco de Esquerda.

Heitor de Sousa: "O desinvestimento promovido pelo anterior que se reflecte agora na Soflusa"

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Comentários

Na generalidade, os transportes públicos para Lisboa e em Lisboa estão cada vez pior. Sou e sempre serei peão e utilizo diariamente tanto o metro, autocarro e comboio. Estão cada vez piores, desde redução de horário sem informar o utente, atrasos injustificáveis, encurtamento de carreias (Carris), esperas demasiado prolongadas, paragens de autocarros estragadas e sem local para sentar, painéis avariados (quando convém à Carris, por exemplo nos feriados e fins de semanas), previsões de passagem erradas, entre outras. Em termos de estratégia, acho muito bem que se discutam estas questões na AR, no entanto o que tenho verificado como utilizadora diária dos transportes públicos é a falta de adaptação à real necessidade da população ao transporte. Dou um exemplo: Carreiras 725 e 705. A 725 vai do Oriente até ao Prior Velho - faz um percurso muito rápido. O 705 saí do Oriente e vai para a Estação da CP do Areeiro - faz um percurso interminável com autocarros a abarrotar em hora de ponta. Estas duas carreiras deveriam trocar de parte do percurso o 725 fazia o percurso dentro dos olivais/encarnação/quinta do morgado e o 725 subia e descia a Av. Alfredo Bensaúde tornando esta carreira mais rápida pois serve um grande número de trabalhadores das empresas e entidades que estão no figo maduro/prior velho. É apenas um exemplo de quem é utilizadora. Mas também minguem pergunta a quem utiliza.

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