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Presidente de instituto alemão diz que austeridade não é solução

Dennis Snower, Presidente do Instituto de Kiel para a Economia Mundial, argumenta que países como Grécia, Portugal, Itália e Espanha já se encontram numa depressão económica e precisam de respirar.
Dennis Snower: “a atual política do BCE não é sustentável”.

“A atual política de resgate do euro não é a solução”. As palavras são de Dennis Snower, Presidente do Instituto de Kiel para a Economia Mundial. E, é mais uma voz em busca de alternativas à política de sofrimento.

O Instituto é uma das principais instituições de investigação económica da Alemanha, não tem fins lucrativos e é afiliado à Universidade de Kiel.

Dennis Snower, num artigo de opinião, no jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung do último fim-de-semana, apresentou como solução para a crise do euro um plano de quatro pontos, que deveriam ser atentamente considerados.

Em primeiro lugar, defende que a Europa precisa de uma “regra de respiração fiscal”. E argumenta que países como Grécia, Portugal, Itália e Espanha já se encontram numa situação de depressão económica e os programas de “poupança” alimentam a crise e não produzem os efeitos pretendidos.

Considera ainda que “a atual política do BCE não é sustentável”. E apresenta como segundo ponto, a definição de um critério para a solvência para os países do Euro. “Para isso o BCE deve apresentar os critérios publicamente, verificáveis e de forma transparentemente evitando assim contágios financeiros, através de regras fiscais que preencheriam esses critérios, para cada país.

“A Comissão Europeia deveria usar os seus fundos para apoiar o crescimento, com investimentos específicos, nos países com défices na conta-corrente”, aponta Dennis Snower como terceiro ponto do plano e acrescenta que “com um pacto de crescimento neste sentido, poderia a Comissão promover a competitividade nos países mais fracos economicamente”.

No quarto ponto, afirma ser necessário assegurar que, às instituições financeiras que poderiam representar um problema de solvência do Estado, pela sua falência, não fosse permitido que tal acontecesse. Neste momento, estas instituições criam excessos e não assumem as despesas dos riscos. Uma solução seria obrigá-las a responder pelas suas dívidas, sob a forma de títulos obrigacionistas convertíveis em ações.

Termina considerando este plano de quatro pontos com potencial para ultrapassar a crise e permitir um crescimento sustentável na zona Euro.

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