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Precários do Centro Hospitalar do Oeste querem fim das empresas intermediárias

Após o tribunal lhes ter dado razão na aplicação das 35 horas semanais, os precários do CHO querem reaver o valor das horas extraordinárias desde julho de 2016. E exigem ainda a contratação pelo CHO em vez do recurso a intermediários.
Foto Precários do CHO/Facebook

Em comunicado, o movimento de precários do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) registam os nove dias de atraso na aplicação da sentença que lhes deu razão quanto ao horário semanal. “Exigimos hoje que nos sejam pagas todas as horas extraordinárias que trabalhámos gratuitamente desde o dia 1 de Julho de 2016. Não desistiremos de receber o que nos é devido”, dizem os precários do CHO.

O movimento sublinha ainda a exigência do “fim da intermediação das empresas prestadoras de serviços e a integração nos quadros do CHO”. Estes profissionais sujeitos a vários anos de precariedade nas mesmas funções, afirmam não estarem disponíveis “para continuar a saltar de empresa em empresa, prejudicando as nossas vidas, assim como os serviços dos hospitais e os utentes”.

Os precários do CHO querem agora aproveitar a possibilidade aberta pelo programa de regularização extraordinária dos vínculos precários (PREVPAP), que no seu entender “possibilita que o CHO abdique das empresas intermediárias e nos contrate diretamente até à abertura de concursos e respetiva integração nos quadros”.

Administração do CHO diz ao Bloco quer pretende integrar precários

Numa reunião entre o deputado bloquista Heitor de Sousa e a presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Oeste,  Ana Paula Harfouche, a responsável pela gestão do CHO afirmou que “está disponível para assumir o compromisso de alterar a sua estratégia” e recorrer ao PREVPAP para integrar aqueles trabalhadores, afirmou a distrital bloquista de Leiria em comunicado.

“Segundo a presidente do CHO, prevê-se que o processo se inicie no princípio de Fevereiro, com a contratação a prazo dos respetivos trabalhadores, aguardando-se autorização do Ministro da Saúde para a abertura dos concursos e integração nos quadros”, acrescenta o comunicado do Bloco.

Os precários do CHO foram informados desta possibilidade através do relato feito por Heitor de Sousa dos contactos estabelecidos com a administração, mas afirmam que “ainda não recebemos qualquer comunicação por parte do Conselho de Administração nesse sentido”.  

 

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