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Porto: Manifestantes recebem Passos Coelho com assobios e protestos

Primeiro-ministro foi recebido no Porto com assobios e palavras de ordem. Passos Coelho tentou evitar os manifestantes tendo, inclusive, entrado pelas traseiras do edifício da Reitoria. Existem relatos de agressões contra os manifestantes por parte das forças policiais e de uma detenção. José Miranda (na foto) relatou ao esquerda.net estes acontecimentos.
Foto de Pedro Ferreira.

Pedro Passos Coelho terá chegado à Reitoria da Universidade do Porto para participar na sessão de encerramento do Centenário da Universidade do Porto escoltado por carros da polícia e por outros carros da comitiva.

O primeiro-ministro optou por entrar pelas traseiras do edifício da Reitoria da Universidade do Porto enquanto cerca de mil manifestantes aguardavam-no na Praça Gomes Teixeira, mais conhecida como Praça dos Leões.

À chegada de Pedro Passos Coelho os manifestantes assobiaram e entoaram várias palavras de ordem. Entre bandeiras da CGTP e cartazes com mensagens como “Contra o aumento do custo de vida” e “FMI fora de Portugal! Há outro caminho” a palavra “gatuno” foi a mais proferida.

Já após a entrada de Pedro Passos Coelho na Reitoria, dois elementos das forças policiais à paisana detiveram um jovem manifestante.

José Miranda (na foto), estudante da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, em declarações ao esquerda.net, conta que, na sequência desta detenção, um conjunto de manifestantes, no qual se incluía, solicitou informações sobre o porquê deste procedimento e sobre o local para onde o jovem iria ser encaminhado, não tendo obtido qualquer resposta. Os agentes também não quiseram facultar a sua identificação.

Após terem tentado evitar a saída da carrinha das forças policiais, José Miranda e outros elementos que participaram nos protestos foram manietados, tendo sido algemados e atirados ao chão.

Entretanto, e segundo confirmam várias testemunhas citadas pela agência Lusa, as forças policiais agrediram alguns manifestantes com "bastonadas".

Para José Miranda, Pedro Passos Coelho tentou “tirar dividendos políticos numa época de crise” e utilizou como cenário a Universidade do Porto, onde os estudantes mais carenciados estão a sofrer na pele os efeitos mais nefastos das políticas de austeridade impostas pelo executivo.

Os acontecimentos demonstram, segundo José Miranda, quem são os verdadeiros “provocadores” e denunciam um “total desrespeito pela liberdade de expressão” e pelos direitos mais elementares consagrados na democracia portuguesa.


 

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