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Pizza Hut: mobilização dos distribuidores faz empresa recuar

Adesão à greve que beirava os 100% forçou a empresa Ibersol a cancelar a redução brutal da retribuição aos distribuidores que, com as suas motos, fizeram concentração sexta-feira no Porto.
Concentração dos distribuidores. Foto do Sindicato da Hotelaria do Norte

A mobilização dos trabalhadores da Ibersol, que fazem a distribuição das pizzas Pizza Hut ao domicilio, forçou a empresa a recuar da decisão de cortar o seu pagamento. A Ibersol tinha anunciado a redução da retribuição dos distribuidores, por cada entrega ao domicílio, de 1,17 euros para 0,67 euros. “Os trabalhadores reagiram vigorosamente e a empresa reduziu o corte de 0,50 euros para 0,25 euros, mas os trabalhadores não aceitaram e, apoiados pelo sindicato, convocaram uma greve para dia 24 de Janeiro, dia em que entrava em vigor a medida maldita da empresa”, diz o Sindicato de Hotelaria do Norte. “Como havia uma adesão total à greve em muitas unidades, a Ibersol viu-se obrigada a suspender a medida e iniciar um processo negocial com o sindicato”.

Em declarações à agência Lusa, o coordenador do Sindicato da Hotelaria do Norte afirmou-se "muito contente com a decisão" da Ibersol, considerando que, "apesar de tudo, imperou o bom senso e a empresa decidiu iniciar um processo de negociação tendo em vista a obtenção de um acordo global para o problema".

Custos de manutenção

Segundo salientou Francisco Figueiredo, além dos baixos salários auferidos, os distribuidores de pizzas da Pizza Hut "têm custo enormes com a compra e manutenção da mota e dos equipamentos, que são deles".

"Quando uma empresa utiliza a viatura do próprio trabalhador tem que o remunerar bem", sustenta, avançando uma estimativa de custos que demonstra o gasto de 1,16 euros por cada pizza entregue, o que significa que, com a pretendida redução da retribuição por cada entrega, "os trabalhadores teriam de pagar 0,49 euros por cada pizza entregue ao domicílio".

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