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Pingo Doce passa a pagar impostos na Holanda

O capital maioritário que a família Soares dos Santos detém na Jerónimo Martins, empresa proprietária do Pingo Doce, passaram a ser controlados indiretamente através de uma sociedade na Holanda, país com um regime fiscal muito mais suave.

A família Soares dos Santos passou, no último dia de 2011, o controlo dos 56% que detém na Jerónimo Martins para uma sociedade com sede na Holanda. A operação é puramente cosmética, dado que a propriedade da sociedade holandesa também pertence à família Soares dos Santos, e pretende apenas fugir à tributação em Portugal.

Em comunicado emitido ontem, o detentor do capital maioritário da empresa que detém o Pingo Doce, garante que a operação para efeitos fiscais lhe garante o mesmo capital social e direitos de voto na Jerónimo Martins SGPS.

Não é a primeira vez que o grupo Jerónimo Martins é notícia por razões fiscais. Em Outubro de 2010, quando se soube que o Orçamento de Estado para 2011 iria alterar o regime fiscal sobre os dividendos recebidos pelas SGPS, esta empresa distribuidora antecipou o pagamento de dividendos para beneficiar de uma taxação mais favorável.

Há vários meses que Alexandre Soares dos Santos, cujas empresas têm apostado massivamente em campanhas publicitárias que realçam a responsabilidade social da empresa, vem ameaçando retirar a participação de Portugal caso a tributação em sede de IRC não seja suavizada.  

Em declarações à imprensa hoje de manhã, depois de uma visita à Fundação para a Computação Cientifica Nacional, Francisco Louçã recordou que esta situação não é um caso isolado. “Dezanove das vinte empresas do PSI 20 já estão cotadas na Holanda e não houve ninguém que dissesse nada. O que eu ouvi, na passagem do ano, foi o ministro da Economia dizer que acabámos 2011 muito bem”.

O coordenador da comissão política do Bloco considera que esta política de fiscalidade agressiva está na origem da atual crise que se vive no país. “Estes donos da economia fazem tudo o que é possível para não pagarem impostos, para obrigarem os outros contribuintes a pagarem os seus custos e para fugirem às suas responsabilidades. Foi assim que Portugal chegou onde está”, concluiu. 

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Comentários

Olá pessoal.

Porque não desenvolvemos uma campanha com boicotre ás compras na cadeia de supermercados destes vampiros.Temos que desmacarar este vampiro por alem de destruir os pequenos produtores e industrias nacionais esplora a nossa juventude com trabalho precario dos nossos jovens ainda não quer deixar as poucas miglhas que paga de impostos pois não é por acaso que o seu CEO esteve ligado á ultima eleição do corrupto Cavaco como presidente da comissão de honra.

Mais um em Portugal que tem enriquecido à custa dos trabalhadores Portugueses e agora quer fugir ao Fisco.
Os Portugueses deveriam deixar de comprar os seus bens alimentares neste grupo,já que quem foge aos impostos também não deveria de usufruir dos lucros . Mas como sempre os ricos gozam os rendimentos e os pobres pagam a crise.

Enfim é realmente de lamentar que empresas destas portuguesas tenham essa atitude !!!!!!!!!!! Estamos a falar de IRC... há lucro... é claro que tem de pagar !!!! os trabalhadores pagam IRS do seu suor !!!!! não querem pagar ??? é acabar com elas !!!! vão dar menos % mas não é para o nosso país !!para isso não fazem cá falta !!!!!!!!!! é pena os portugueses não fazerem uma greve geral durante um periodo !!!! toca alguém a convocar !!!! eu entro nela !!!

Boicotar os produtos deste facínora? Muito bem! E quantos Portugueses correm o risco de ir para o desemprego? Greves de um dia? Dão lucro às empresas e não prejuízo como algumas fazem constar. Foi afirmado por um administrador (deixemos o modismo das nomenclaturas americanizadas para os outros) dos Correios de Portugal, SA, com a justificação do que não se faz nesse dia, em um a dois dias recupera-se. E bem feitas as contas é verdade. Agora alterar a lei para poder congelar bens e dividendos a este tipo de canalhas, talvez seja a solução. Não permitir que saiam do país a não ser com uma mão à frente e outra atrás, também. Nacionalizar-lhes tudo em nome da economia nacional, sim. E depois os investidores estrangeiros? Só uma medida para investidores nacionais? Não está nada fácil, esta treta toda. Quem souber que responda, mas analise bem os prós e os contras. Louçã, como economista que se pronuncie. Mas alguém que leve em consideração a parte jurídica.

Esta noticia tem um título errado pois não é o Pingo Doce que não vai pagar impostos em Portugal, mas sim os dividendos do accionista maioritário que serão taxados na Holanda.
coloquem correctamente as notícias porque senão a credibilidade vai por agua abaixo.

Divirtam-se!

o problema, caro jorge, em primeiro lugar, é que quem quer fazer o que bem entende com os seus interesses privados não se pode armar em defensor público do nacional-moralismo (o que é o caso do senhor em causa); aliás,pode, mas não se pode depois queixar de os outros lhe chamarem falso. em segundo lugar, podemos considerar injustas as possibilidades legais existentes, até porque a lei é passível de ser mudada pela via democrática.

Muito apreciaria obter um a confirmação ou desmentido sólidos sobre a notícia
propalada pela R Renascença, ao que me informaram, de que o Cabido do Bispado de
Portugal, teria emiitido um acordão em que reverberava asperamente o comportamento
asocial do Grupo Pingo Doce, em total contraposição à Doutrina Social da Igreja
sobre o tema da "função social das empresas".

Caso tal facto se confirme, gostaria de saudar publicamente tal actuação também ela honradamente em contraposição ao 'silêncio colaboracionista' que a grande maioria dos hierarcas da nossa Igreja oficial demonstraram nos tempos salazarentos.

Acrescento ao m/ comentário a minha estranheza por 2 factos nesta plataforma que
suscita uma participação e:

1. Não permite o informe de m/ págª pessoal (http://www.tolices-pt.blogspot.com).

2. APENAS após a redacção de uma mensagem pretendida é que informa que só podem aquelas conter 500 palavras.

Tais processos, são incompreensíveis, além de desencorajantes.

Lamento-o.

HNEVES

Fico triste e em baixo por ter abandonado o país e estar longe da família e penso muitas vezes em voltar para Portugal, mas depois vejo este tipo de notícias!!!como é que o país há-de ir para a frente se quem tem dinheiro e poder só nos fazem andar para trás!espero que os meus pais não comprem mais nada lá!enfim!

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