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Petição reclama melhor acesso às bibliotecas no Porto

Escritores, estudantes, investigadores e sindicalistas lançaram uma petição pelo uso público, aberto e alargado das Bibliotecas do Porto, no âmbito da candidatura "E se virássemos o Porto ao contrário?".
José Soeiro, cabeça de lista da candidatura bloquista à Câmara do Porto, foi um dos primeiros subscritores desta petição.

No texto da petição promovida, entre outros, por Alexandre Quintanilha, Richard Zimler, Regina Guimarães, Jorge Marmelo, Manuela Bacelar, Leonor Figueiredo, Alexandre Alves Costa, Mário Moutinho ou Henrique Borges, pode ler-se que "as Bibliotecas Públicas do Porto são locais de encontro com outras pessoas que vivem, estudam ou trabalham na cidade", prestando "um serviço cultural, recreativo, informativo, convivial e de cidadania". 

Os peticionários lembram que "em tempos de dificuldades económicas profundas, as bibliotecas proporcionam espaços e serviços ainda mais procurados e apetecidos porque, em casa, muitos perderam já a possibilidade de ter livros, de ler com conforto, de aceder à Internet". Assim, propõem ao Executivo da Câmara e à Assembleia Municipal do Porto que "as Bibliotecas Públicas passem a funcionar com um horário alargado das 9h às 20h de Segunda a Domingo, com pleno respeito pelos direitos laborais e justa remuneração das suas e seus profissionais decorrente do alargamento deste serviço", uma vez que, na sua opinião, estas mantêm hoje horários que "impedem o acesso a quem, depois do trabalho ou por opção, as procura ao fim da tarde ou aos Domingos".

Na apresentação pública realizada esta quarta-feira em frente à Biblioteca Almeida Garrett, nos jardins do Palácio de Cristal, a escritora Ana Luísa Amaral, a primeira promotora desta petição e cabeça de lista à Assembleia Municipal, realçou a importância deste tipo de equipamentos e lembrou que o acesso à cultura e à leitura são direitos tão fundamentais como o direito ao pão, lamentando que aquela biblioteca encerre às 18h ou aos domingos, considerando que o alargamento do horário teria custos mínimos para a autarquia. José Soeiro, cabeça de lista do Bloco à Câmara e um dos peticionários, afirmou que a Biblioteca Almeida Garrett "é um dos melhores exemplos dos equipamentos que a cidade ganhou com a Porto 2001" pelas suas múltiplas valências de leitura, mediateca e acesso à internet e que, apesar de ser hoje "confortável e frequentadíssima, nomeadamente por estudantes e desempregados", os horários de fecho "não permitem que se aproveite todo o seu potencial, e acabam por excluir, entre outros, os trabalhadores estudantes".

A petição está a partir de hoje online aqui.

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