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Peso da fatura de eletricidade no salário em Portugal é o dobro do que em Espanha

Segundo um relatório da consultora Selectra, que analisou os preços praticados em nove países, Portugal não só é o segundo país com o kWh mais caro, como também é o segundo país em que as despesas com eletricidade representam uma maior percentagem do salário médio mensal líquido.
Foto de Paulete Matos.

No Relatório sobre o mercado livre da eletricidade e as despesas anuais dos agregados familiares, a Selectra Portugal analisa os valores do kWh praticados em nove países e regiões em que atua: Grã-Bretanha, Portugal, França, Espanha, Bulgária, Itália, Bélgica, Áustria e Turquia.

Utilizando como referência os preços do mercado regulado ou das tarifas básicas das companhias líderes do mercado, num agregado familiar de duas pessoas, e considerando potências baixas, de aproximadamente 3,45kWA, a consultora conclui que a Grã-Bretanha é a que regista o valor mais alto, de 0.19€ por kWh. Segue-se Portugal, com 0.1652€ por kWh - de acordo com o preço do mercado regulado ou com a tarifa Eletricidade da EDP Comercial. França ocupa o terceiro lugar, seguida de Espanha, Bulgária, Itália, Bélgica, Áustria e Turquia.

Considerando, neste mesmo agregado familiar, um consumo de 3.000 kWh por ano, e se forem somados os preços fixos pelo consumo de eletricidade que cada país aplica – nos quais se incluiu também o valor das tarifas de acesso às redes de cada país, mas não outros impostos – a Selectra sinaliza que o total anual a pagar na Grã-Bretanha ascende a 649,50€. Em Portugal o montante fixa-se nos 554,58€. Em França o valor é de 525,59€, em Espanha de 392,86€, na Bulgária de 392,55€, em Itália de 301,42€, na Bélgica de 270,27€, na Áustria de 254,20€ e na Turquia de 165,44€.

A consultora comparou a despesa total associada ao consumo de eletricidade com o salário médio mensal líquido de cada lugar, chegando à percentagem que a fatura de eletricidade representa mensalmente. A Bulgária surge como o país em que as despesas com eletricidade representam uma maior percentagem do salário médio mensal líquido, de 7,08%.

Portugal ocupa o segundo lugar do pódio (5,64%), seguido da Grã-Bretanha (2,67%), Espanha (2,59%), Turquia (2,57%), França (2,27%), Itália (1,85%), Bélgica (1,23%) e Áustria (1,17%)

Num resumo no qual destaca alguns dos pontos importantes do seu relatório, a Selectra aponta que, tendo em consideração os dados analisados, “podemos verificar que Portugal, não só é o segundo país com o kWh mais caro, como também é o segundo em que o valor da fatura de eletricidade representa uma maior percentagem do salário médio anual de um indivíduo”.

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