O Parlamento grego aprovou quinta-feira, com os votos da Nova Democracia e do Pasok – a coligação que sustenta o governo de Lucas Papademos – um acordo com a multinacional alemã Siemens. A empresa comprovadamente subornou funcionários e ministros do governo grego para garantir contratos relacionados com os Jogos Olímpicos de Atenas de 2004. Uma investigação parlamentar concluiu que 15 ministros do Pasok e da ND receberam suborno, mas apenas dois admitiram o envolvimento no escândalo e nenhum foi processado.
Já o ex-gerente da empresa na Grécia, Michalis Christoforakos, fugiu para a Alemanha, onde pagou uma multa de 459 mil euros e foi condenado a uma pena suspensa de 9 meses de cadeia. A Alemanha recusou-se a extraditar o ex-gerente para a Grécia, a pedido de Atenas.
Pelo acordo agora aprovado, o governo grego desiste de todas as queixas legais contra a Siemens, em troca de uma compensação por parte da empresa através de vários pagamentos e investimentos. A Siemens comprometeu-se a pagar 80 milhões de euros ao governo, 90 milhões em programas de formação e a investir 100 milhões na sua sucursal grega. Também deixou em aberto a possibilidade de investir 70 milhões numa nova fábrica.
O Partido Comunista, a Syriza, a Esquerda Democrática, a Aliança Democrática, os Gregos Independentes e o LAOS votaram contra o acordo.
Não é este o único caso de corrupção que envolve a multinacional alemã. Em dezembro do ano passado, as autoridades norte-americanas acusaram um grupo de executivos da Siemens de pagar mais de cem milhões de dólares de subornos para garantir um lucrativo contrato na Argentina.
Comentários
Esta empresa já fui vítima de assédio morel/sexual contra mim em 1996. E também de declarações de irs e segurnaça social ilícita. Foi condenada, mas nada pagou.
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