“Devemos agradecer a Alá pela Liga Mulçumana ter outra oportunidade de servir ao Paquistão. As urnas continuam a ser apuradas, mas já temos a confirmação de que nós seremos novamente o principal partido”, afirmou diante de uma multidão de apoiantes
O seu principal rival nas eleições, Imran Khan do Movimento para a Justiça reconheceu a derrota e felicitou Sharif.
Na manhã de domingo, quando estavam apurados mais da metade dos votos, a Liga Muçulmana tinha garantido 115 dos 272 assentos parlamentares decididos por eleição popular. O número dá ao partido de Sharif uma distância confortável do Movimento para a Justiça de Imran Khan.
O Parlamento dispõe de 342 lugares, mas 60 estão reservados às mulheres e dez membros das minorias que não fazem parte da religião muçulmana. Segundo informações da imprensa europeia, a participação estimada de 60% da população é a mais alta desde 1977, apesar da violência que resultou em 26 mortes em atentados em Karachi. A estimativa é que cerca de 80 milhões de paquistaneses tenham ido às urnas.
O conservador Nawaz Sharif prentede formar um governo de coligação para “resolver os problemas do país”. O líder da Liga Muçulmana, que volta ao poder depois de ser deposto em um golpe militar ano de 1999. Seu principal objetivo é “controlar a economia e os grupos armados”, afirma em entrevista aAFP.
Para o Paquistão, esta é uma eleição histórica por ser a primeira vez desde a independência que um governo democraticamente eleito dá lugar a outro que chega ao poder por meio de eleições e não através de um golpe militar.
O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, felicitou o Paquistão pelas eleições legislativas de sábado, que, segundo Cabul, marcarão a sua "primeira transição" democrática, e pediu ao novo Governo que tenha a iniciativa de cooperar contra o terrorismo.
"Esperamos que o novo Governo prepare o terreno para a paz e a irmandade com o Afeganistão", destacou o líder afegão, segundo um comunicado emitido por seu escritório.
Karzai garantiu estar disposto a cooperar com Islamabad para erradicar as "fortificações terroristas" nos dois países. Ele salientou ainda que, "apesar das ameaças de violência", a alta participação na votação demonstra que o Paquistão "quer ir adiante com a democracia".
Artigo publicado no portal opera mundi