A eurodeputada Alda Sousa confrontou o comissário europeu das Finanças, Olli Rehn, com as contradições entre o discurso oficial e a realidade relacionadas com investimento e criação de emprego, mas não conseguiu obter respostas do inquirido. Rehn tinha um "compromisso inadiável" quando chegou o momento de responder às perguntas da eleita pelo Bloco de Esquerda.
A situação aconteceu durante a reunião da Comissão de Orçamentos do Parlamento Europeu, em Bruxelas, na qual além do comissário finlandês participou o presidente do Banco Europeu de Investimento (BEI).
Na sequência da intervenção de Olli Rehn, na qual o comissário abordou o aumento de capital do Banco Europeu de Investimento como forma de criar emprego, garantir financiamento às pequenas e médias empresas, em cooperação com o Banco Central Europeu (BCE), Alda Sousa formulou três perguntas diretas.
Em primeiro lugar pediu que fossem apresentados resultados e estimativas, concretamente em relação a Portugal, sobre o financiamento às PME através do BEI.
Em segundo lugar sugeriu que o comissário fosse mais específico quanto ao seu conceito de que o investimento a longo prazo no BEI não servirá para combater os défices mas para apoiar projetos a longo prazo.
Em termos mais genéricos, Alda Sousa pediu a Olli Rehn que explicasse como "compatibiliza" as perspetivas de criação de emprego através do BEI, em cooperação com o Banco Central Europeu (BCE), sabendo-se que a atuação deste, no âmbito da troika, tem servido para liquidar emprego sobretudo nos países com maiores dificuldades.
As perguntas da eurodeputada da Esquerda Unitária (GUE/NGL) eleita pelo Bloco de Esquerda foram formuladas em menos de três minutos, mas o comissário não teve disponibilidade para lhes responder.
Artigo publicado no portal do Bloco no Parlamento Europeu