Olli Rehn evita responder ao Bloco no Parlamento Europeu

08 de maio 2013 - 0:11

O comissário europeu das Finanças elogiou esta terça-feira o empenho do Banco Europeu de Investimento no apoio às PME's portuguesas. Alda Sousa pediu-lhe números concretos sobre esse apoio e perguntou como é que este banco pode ajudar a criar emprego tendo ao seu lado o BCE, que só destrói emprego. Olli Rehn saiu sem responder, alegando "compromissos inadiáveis".

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O comissário europeu das Finanças elogiou o BEI por dar com uma mão o que o BCE tira com a outra. Foto Pietro Naj-Oleari/Parlamento Europeu

A eurodeputada Alda Sousa confrontou o comissário europeu das Finanças, Olli Rehn, com as contradições entre o discurso oficial e a realidade relacionadas com investimento e criação de emprego, mas não conseguiu obter respostas do inquirido. Rehn tinha um "compromisso inadiável" quando chegou o momento de responder às perguntas da eleita pelo Bloco de Esquerda.

A situação aconteceu durante a reunião da Comissão de Orçamentos do Parlamento Europeu, em Bruxelas, na qual além do comissário finlandês participou o presidente do Banco Europeu de Investimento (BEI).

Na sequência da intervenção de Olli Rehn, na qual o comissário abordou o aumento de capital do Banco Europeu de Investimento como forma de criar emprego, garantir financiamento às pequenas e médias empresas, em cooperação com o Banco Central Europeu (BCE), Alda Sousa formulou três perguntas diretas.

Em primeiro lugar pediu que fossem apresentados resultados e estimativas, concretamente em relação a Portugal, sobre o financiamento às PME através do BEI.

Em segundo lugar sugeriu que o comissário fosse mais específico quanto ao seu conceito de que o investimento a longo prazo no BEI não servirá para combater os défices mas para apoiar projetos a longo prazo.

Em termos mais genéricos, Alda Sousa pediu a Olli Rehn que explicasse como "compatibiliza" as perspetivas de criação de emprego através do BEI, em cooperação com o Banco Central Europeu (BCE), sabendo-se que a atuação deste, no âmbito da troika, tem servido para liquidar emprego sobretudo nos países com maiores dificuldades.

As perguntas da eurodeputada da Esquerda Unitária (GUE/NGL) eleita pelo Bloco de Esquerda foram formuladas em menos de três minutos, mas o comissário não teve disponibilidade para lhes responder.


Artigo publicado no portal do Bloco no Parlamento Europeu