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"OE 2017 faz escolhas pela equidade e pela valorização do trabalho”

Na abertura do debate do Orçamento do Estado, Mariana Mortágua afirmou que a direita tem dito tudo e o seu contrário a respeito do OE para 2017.
Mariana Mortágua no debate do Orçamento.

Na discussão na generalidade do Orçamento do Estado para 2017 realizado esta quinta-feira no Parlamento, a dirigente bloquista começou por lembrar as contradições do PSD tendo referido que enquanto um deputado daquele partido lamentava que o descongelamento das carreiras na função pública só fosse feito em 2018 considerando este facto como com “uma falta de respeito”, logo a seguir outro parlamentar do mesmo partido criticava o governo por ter reposto as 35 horas, algo que a deputada bloquista considera que é um “direito básico”.

Mariana Mortágua prosseguiu a sua intervenção referindo as incoerências da direita quando, por exemplo, acusa o governo de fazer derrapagens orçamentais e ao mesmo tempo exige que se gaste mais nas mesmas rubricas em que acusa o executivo de fazer essas derrapagens.

“A direita quer tudo e o seu contrário, querem tudo e não querem nada”, sublinhou.

“O vazio da direita”

A dirigente bloquista referiu-se depois ao ataque à célebre taxa sobre o património imobiliário milionário em que a direita “patinou” porque disse que este imposto começou por ser um ataque à classe média e nessa altura “chorou pela classe média”.

“Quando o embuste se tornou insustentável, o imposto passou a ser um ataque aos investidores e a direita chorou por eles”, afirmou, tendo acrescentado que o PSD apresentou quando era governo uma medida na mesma direcção mas que era brando com os investidores, com os ricos e com os offshores.

“No meio de tanta emoção e choradeira da direita em relação ao imposto do património chegou-se a este debate e ninguém fala dele porque representa uma medida justa e eficaz que dará equidade ao país", prosseguiu.

“Quando foi preciso escolher, a direita escolheu cortar nas pensões e diminuir o IRC das grandes empresas"

Para Mariana Mortágua, o Orçamento do Estado para 2017 tem falhas e limitações que irão ser discutidas, mas acima de tudo realçou que este faz escolhas muito concretas na equidade e no trabalho: “Ao fazer essas escolhas é um Orçamento que expõe a profundidade da ideologia do anterior governo mas, mais do que isso, demonstrou o vazio da alternativa que a direita tem para o país."

“Quando foi preciso escolher, a direita escolheu uma diminuição do IRC das grandes empresas e aumentou o IRS dos trabalhadores e deixou que as moradas de família fossem confiscadas pelo fisco”, disse, tendo adiantado que "tal situação foi impedida por esta maioria que reverteu estas decisões".

Segundo a parlamentar do Bloco, quando foi altura de escolher a direita escolheu cortar nas pensões através do Complemento Solidário para Idosos (CSI) atirando para a pobreza 72 mil idosos.

Mariana Mortágua lembrou ainda os 600 milhões de euros de cortes que o governo do PSD/CDS enviou para Bruxelas e que nunca “conseguiu explicar” onde pretendia aplicar esses cortes.

De acordo com a dirigente bloquista, este OE aumenta o CSI, descongela todas as pensões até 848 euros e aumenta extraordinariamente em dez euros todas as pensões até 630 euros que estavam congeladas. “Para fazer isto não vai cortar no CSI.que está reforçado”, sublinhou.

“Estamos e endividar-nos para pagar a dívida pública que nunca conseguiremos pagar”, finalizou a deputada do Bloco.

Mariana Mortágua: "Orçamento faz escolhas concretas pela equidade e pela valorização do trabalho"

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