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Ninguém pode ficar para trás na recuperação económica, salienta Pedro Filipe Soares

Líder parlamentar do Bloco considera que discurso do Presidente da República no 5 de outubro destaca a necessidade de não deixar “ninguém para trás” na recuperação económica. “É esse o preceito que queremos levar para a discussão orçamental”, afirma.
Pedro Filipe Soares realçou que a alteração dos escalões do IRS e o descongelamento das carreiras da administração pública são questões prioritárias no debate orçamental – Foto de Paulete Matos
Pedro Filipe Soares realçou que a alteração dos escalões do IRS e o descongelamento das carreiras da administração pública são questões prioritárias no debate orçamental – Foto de Paulete Matos

O líder parlamentar do Bloco pronunciou-se sobre o discurso do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, nas comemorações da implantação da República em Lisboa, considerando que o discurso do PR destaca a necessidade de respeitar procedimentos democráticos e, sobretudo, de não deixar “ninguém para trás” na recuperação económica.

As alterações dos escalões do IRS pretendem “garantir que a melhoria económica chega a toda a gente”, destacou Pedro Filipe Soares. “Quando dizemos que valorizamos os serviços públicos fundamentais, como a educação ou como a saúde, estamos a dizer claramente que é a República como um todo que deve ser valorizada”, sublinhou.

Reafirmando que é essencial garantir “que a melhoria económica tem de facto resultados concretos na vida das pessoas, na melhoria dos serviços públicos, no bolso das pessoas”, Pedro Filipe Soares realçou que a alteração dos escalões do IRS e o descongelamento das carreiras da administração pública são questões prioritárias no debate orçamental “e é por elas que nos vamos bater nos próximos dias”.

Solidariedade com professores

Dezenas de professores protestaram nas comemorações do 5 de Outubro em Lisboa, exigindo “justiça” e “colocação administrativa”.

O líder parlamentar do Bloco de Esquerda manifestou solidariedade com os professores, que “invocam acima de tudo uma alteração implícita de procedimentos que não foi devidamente esclarecida quando eles estavam a preencher os seus requerimentos para o concurso”.

"Mais do que resolver questões pontuais, e há questões pontuais que devem ser resolvidas, há matérias de fundo sobre a estabilidade da vida docente que devem ser levadas por diante", afirmou Pedro Filipe Soares, defendendo a realização, em 2018, de "um concurso extraordinário para vinculação de professores".

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Comentários

Para ninguém ficar de fora, tenham em atenção a situação dos trabalhadores independentes.

Não só ficaram já de fora das anunciadas alterações do "Mínimo de Existência" em sede de IRS, como poderão vir a ser vítimas de um enorme aumento de contribuições quando já agora pagam valores que mesmo o Senhor Provedor de Justiça considera excessivos.

As notícias que aparecem nos OCS referem alterações que nas projecções que realizemos perante o cenário agora apresentado (desaparecimento dos dois escalões a menos e cálculos a partir de 80% de rendimento relevante em vez dos anteriores 70%), redundam na maioria dos cenários em aumentos de 50 ou 100% no valor já de si elevado das actuais contribuições (e isto sem considerar os que são obrigados a possuir contabilidade organizada, pois nada foi referido nesse caso).

Não é justo se os mais desprotegidos trabalhadores portugueses ficarem de fora desta recuperação económica. Antes de pensar na pretensa melhora das carreiras contributivas temos que pensar no modo de sobreviver no dia a dia. Por favor, não nos aumentem mais as contribuições que já temos e que são muito elevadas. Temos filhos, contas para pagar e compromissos que foram estabelecidos mediante uma realidade que não pára de se degradar.

Um novo aumento poderá ser fatal para milhares de recibos verdes.

Por favor, em nome de milhares de recibos verdes que vivem com imensas dificuldades, não deixem que isso possa suceder.

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