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Movimento Ibérico Antinuclear vai organizar fórum mundial em 2019

O MIA realizou neste sábado a sua 3ª assembleia geral e anunciou que organizará o Fórum Social Mundial Antinuclear, em Madrid, em 2019. Na declaração que aprovaram exigem “o encerramento escalonado das centrais nucleares espanholas, começando pela central de Almaraz”.
MIA realizou neste sábado, 25 de novembro, a sua 3ª assembleia geral, em Cuenca (Espanha)
MIA realizou neste sábado, 25 de novembro, a sua 3ª assembleia geral, em Cuenca (Espanha)

O Movimento Ibérico Antinuclear (MIA) realizou neste sábado, 25 de novembro, a sua 3ª assembleia geral, em Cuenca (Espanha), tendo aprovado uma declaração.

À Lusa, o dirigente da Quercus e coordenador nacional do MIA, Nuno Sequeira, disse. "Foi dado início ao trabalho de organização de um evento com muita importância, que vai decorrer na Península Ibérica em 2019, em Madrid - o Fórum Social Mundial Antinuclear, que decorreu em 2017, em Paris. Já está aprovada a sua realização".

Nuno Sequeira disse também que "foi feito aqui [na assembleia em Cuenca] um debate com vista a definir um programa de atividades para 2018. Aquilo que foi aprovado foi a continuação da luta antinuclear nos dois países, com a realização de ações descentralizadas de mobilização, como forma de continuar a sensibilizar as populações para este grave problema do nuclear", afirmou.

Nuno Sequeira disse à Lusa que o MIA pressionará os governos de Portugal e de Espanha para tomarem posições que levem ao encerramento, no mais curto espaço de tempo, das centrais nucleares espanholas, nomeadamente a de Almaraz, que é a mais antiga.

"Queremos também pressionar os Governos no sentido de não permitir o avanço de outros projetos ligados ao nuclear que teriam impactos transfronteiriços grandes, como, por exemplo, as minas de urânio de Retortilho, perto de Salamanca (Espanha), e o armazenamento de resíduos nucleares que estão previstos para alguns locais em Espanha, perto da fronteira [portuguesa]", disse também o dirigente do MIA.

Nuno Sequeira disse também que o movimento considera inaceitável o adiamento negociado entre Portugal e Espanha para permitirem que seja alargado o prazo para as centrais nucleares pedirem a renovação das licenças.

“Entendemos que é imprescindível continuar a luta contra o nuclear, sensibilizando as populações e forçando os Governos a alterar esta posição e a tomar medidas para o encerramento das centrais no mais curto espaço de tempo possível", concluiu o dirigente da Quercus e do MIA.

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