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Milionários portugueses acumulam nos seus cofres mais de 561 mil milhões de euros

Relatório do Credit Suisse assinala que em Portugal existem 51 mil pessoas com um património de pelo menos um milhão de dólares. A nível mundial, menos de 1% da população controla cerca de 45% da riqueza.
Foto de Paulete Matos.

Segundo é assinalado no relatório da riqueza “Global Wealth Report”, publicado esta terça-feira pelo Credit Suisse, Portugal conta com 51.000 pessoas com um património de pelo menos um milhão de dólares, menos do que as 76.000 registadas em 2014, contudo, esta variação é essencialmente justificada pela valorização do dólar, que se traduziu na desvalorização das fortunas fora dos Estados Unidos.

No total, atualmente, os milionários nacionais detêm mais de 561 mil milhões de euros de riqueza pessoal.

Conforme refere o Dinheiro Vivo, existem, em Portugal, 45.910 milionários no escalão de um a cinco milhões de dólares (880 mil euros a 4,4 milhões de euros); no escalão de cinco a 10 milhões de dólares (4,4 milhões de euros a 8,8 milhões de euros) contam-se 3.315 portugueses; são 1.616 os milionários a amealhar fortunas entre 10 e 50 milhões de dólares (8,8 a 44 milhões de euros); no escalão entre 50 e 100 milhões de dólares (44 a 88 milhões de euros) existem 121 milionários; 65 pessoas possuem riqueza entre 100 e 500 milhões de dólares (88 a 440 milhões de euros); apenas cinco pessoas acumulam nos seus cofres 500 milhões a mil milhões de dólares (440 a 880 milhões de euros); e, no último escalão, com mais de 880 milhões de euros, surgem apenas três milionários.

Menos de 1% da população mundial, controla cerca de 45% da riqueza mundial

A nível mundial, existem cerca de 33,7 milhões de pessoas com um património superior a um milhão de dólares (900 mil euros). Este grupo, que representa menos de 1% da população mundial, controla cerca de 45% da riqueza mundial.

Em 2015 foram contabilizados ainda 123.800 super-milionários, com riquezas a ultrapassar os 50 milhões de dólares (cerca de 44 milhões de euros). Destes, 45 mil amealham mais de 100 milhões de dólares.

Face à valorização do dólar, que determinou a quebra do número de milionários a nível mundial - menos um milhão do que em 2014 - os EUA contam com cerca de metade de todos os milionários do mundo, tendo o número de milionários nos Estados Unidos subido um milhão e meio este ano.

Na China, apesar dos recentes episódios de turbulência na bolsa, o número de milionários aumentou para 1,3 milhões. Também a Arábia Saudita viu a riqueza no país subir, não parecendo ter sido muito afetada pela desvalorização do petróleo.

As maiores perdas foram registadas na Ucrânia e na Rússia, seguidas pelo Brasil.

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Comentários

E qual é o problema de haver 51 mil pessoas com mas de um milhão de euros ? Se o ganharam fruto do seu trabalho, inteligencia, risco que o gozem com saude. Ou será que o ódio da esquerda extremista por estas pessoas, que só é pena que não sejam mais, os leva, quem sabe, a pretender que se deva expropriar o que ganharam para dar sabe-se lá a quem ?

O problema é que muitos desses ganharam esses milhões pagando por exemplo ordenados miseráveis aos seus trabalhadores, tipo 485 euros mensais ou menos. Outros roubando todos nós, fugindo ao fisco por exemplo, ou outros esquemas de que o país está cheio. Se for só como diz, fruto do seu trabalho, inteligência e risco, nada a declarar... mas acredita que a maioria foi assim?

O número de pessoas com mais de um milhão de dólares reduziu-se no último ano em Portugal, mas a fortuna dos que têm muitos milhões, essa aumentou e muito graças ao sistema clientelar de borlas no IRC armado por Passos Coelho, Paulo Portas, Lobo Xavier, Marco António e o resto da pandilha... é preciso um novo governo que acabe com essa pouca-vergonha e dê confiança a quem queira investir sem estar atrelado aos grupos de interesse instalados pela mafia laranja.

A todos.
A Pedro Santos (autor de um comentário supra).
O que PS diz no seu comentário é completamente absurdo.
Revela falta de conhecimento, e portante mente, e falta de sentimento humanista.
Ambas faltas graves, tal como a falta de bom senso.
Sem estar com muitas delongas, que o tempo é escasso, basta pensar numa imagem simples: se num prato de uma balança estiver todo o dinheiro dos muito ricos, e no outro o dos muitos pobres estará sempre em cima.
É muito fácil pensar que quando há muitíssimo dinheiro num lado, ele faltará do outro, obviamente aos pobres.
Não é uma questão simplista de tirar daqui para colocar acolá: é uma questão de justiça social, de coesão social, de diminuir severamente as desigualdades sociais, de acabar com a pobreza. E há exemplos de países assim. Não é pura ficção.
Se o PS gosta da pobreza alheia, faço-lhe um desafio, que espero que aceite: arranjarei as condições para viver exactamente como um sem-abrigo (pessoas que conheço muito bem) durante um ano, permanentemente vigiado para não ter mais do que as ajudas que os outros têm. Tenho a certeza que não aguentaria mais do que um mês. Ou provavelmente nem uma semana.
Para os insensíveis como PS, não há nada como colocar-se na situação dos outros, para lhes dar o devido valor.
Cumprimentos,
Paulo Figueiredo

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