Entre os participantes esteve Rosa Quadrado, secretária geral da Federação da Saúde de Madrid do sindicato CCOO, que afirmou não estar de acordo com "a mudança do modelo de saúde" e que o Governo Regional "não respeita a opinião dos seus cidadãos, inclusive dos seus votantes" ao não ter em conta o resultado do referendo popular realizado na semana passada, que atribuiu uma vitória clara aos opositores da privatização do sistema de saúde regional de Madrid.
Por sua vez, a secretária dos profissionais de saúde de Madrid da UGT, Mari Carmen Medranda, pediu ao Presidente da Comunidade, Ignacio González (PP), que não venda o sistema de saúde de Madrid e que defenda "uma saúde pública e de qualidade como existiu até agora". Desafiou ainda o Governo autonómico a realizar uma consulta oficial para que conheça a opinião dos seus cidadãos.
O deputado da Izquierda Unida na Assembleia de Madrdi, Rubén Bejarano, que também participou na manifestação, disse que a consulta realizada entre profissionais e utentes madrilenos demonstrou que os cidadãos disseram “já basta” e que as declarações do Presidente Ignacio González, que classificou a consulta de “antidemocrática”, demonstram que os membros deste Governo estão “nervosos”.
Uma das porta-vozes da Mesa da Defesa da Saúde Pública, Mari Neves Lozano, deixou claro que a Maré Branca irá continuar a lutar pala saúde “publica, de qualidade e universal”.
A porta-voz respondeu ao Conselheiro para a Saúde, Javier Fernández-Lasquetty, que disse que a consulta tinha sido uma paródia, dizendo que uma “paródia” foi o que fizeram anteriores conselheiros da saúde: “vender os laboratórios para depois ficar nas administrações das empresas privadas”.
A manifestação partiu da praça Neptuno às 12.00 horas e terminou às 14.00 horas na Porta do Sol, onde se leu um manifesto em defesa do sistema de saúde madrileno.