Milhares de pessoas voltaram a manifestar-se contra a privatização da saúde madrilena

19 de maio 2013 - 22:46

Milhares de pessoas, entre profissionais da saúde, cidadãos e representantes sindicais e políticos, participaram neste domingo na décima Maré Branca, que se bateu mais uma vez pela defesa da saúde pública em Madrid.

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A manifestação partiu da praça Neptuno às 12.00 horas e terminou às 14.00 horas na Porta do Sol, onde se leu um manifesto em defesa do sistema de saúde madrileno.

Entre os participantes esteve Rosa Quadrado, secretária geral da Federação da Saúde de Madrid do sindicato CCOO, que afirmou não estar de acordo com "a mudança do modelo de saúde" e que o Governo Regional "não respeita a opinião dos seus cidadãos, inclusive dos seus votantes" ao não ter em conta o resultado do referendo popular realizado na semana passada, que atribuiu uma vitória clara aos opositores da privatização do sistema de saúde regional de Madrid.

Por sua vez, a secretária dos profissionais de saúde de Madrid da UGT, Mari Carmen Medranda, pediu ao Presidente da Comunidade, Ignacio González (PP), que não venda o sistema de saúde de Madrid e que defenda "uma saúde pública e de qualidade como existiu até agora". Desafiou ainda o Governo autonómico a realizar uma consulta oficial para que conheça a opinião dos seus cidadãos.

O deputado da Izquierda Unida na Assembleia de Madrdi, Rubén Bejarano, que também participou na manifestação, disse que a consulta realizada entre profissionais e utentes madrilenos demonstrou que os cidadãos disseram “já basta” e que as declarações do Presidente Ignacio González, que classificou a consulta de “antidemocrática”, demonstram que os membros deste Governo estão “nervosos”.

Uma das porta-vozes da Mesa da Defesa da Saúde Pública, Mari Neves Lozano, deixou claro que a Maré Branca irá continuar a lutar pala saúde “publica, de qualidade e universal”.

A porta-voz respondeu ao Conselheiro para a Saúde, Javier Fernández-Lasquetty, que disse que a consulta tinha sido uma paródia, dizendo que uma “paródia” foi o que fizeram anteriores conselheiros da saúde: “vender os laboratórios para depois ficar nas administrações das empresas privadas”.

A manifestação partiu da praça Neptuno às 12.00 horas e terminou às 14.00 horas na Porta do Sol, onde se leu um manifesto em defesa do sistema de saúde madrileno.