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Memórias: Andrei Tarkovski

No dia 28 de dezembro de 1986, faleceu Andrei Tarkovski. Foi um realizador de cinema russo. Era conhecido no estrangeiro como o realizador soviético menos ortodoxo. Após a sua morte e depois da queda do regime, passou a ser um ícone para várias gerações. Por António José André.

Tarkovski nasceu no dia 4 de abril de 1932. Os pais viviam numa vila na região do Volga. O seu pai era o poeta Arseni Tarkovsky e a sua mãe uma atriz. A mãe criou-o sozinha, porque o pai os deixara, quando ele tinha cinco anos.

Quando se mudaram para Moscovo, foi estudar na Escola de Zamoskvorechye, onde conheceu o poeta Andrei Voznesensky. Tarkovski estudou música e pintura, evidenciando uma veia artística.

Tarkovski formou-se em Geologia, mas abandonou a profissão por amor ao Cinema. Entrou para a Escola Soviética de Cinema (VGIK), onde teve como tutor o realizador Mijail Romm.

O seu primeiro filme foi “A Infância de Ivan” (1962). O filme seguinte “Andrei Rublev” (1966) foi considerado uma obra-prima. Tarkovsky abordara a vida dum grande pintor, mostrando o silêncio que se mantinha na União Soviética.

Depois fez duas obras-primas, “Solaris” (1972) e “Stalker” (1979). Sem grandes recursos materiais e tecnológicos, estes filmes foram um conributo para a ficção do século XX. O seu último filme foi "Sacrificio" (1986).

Tarkovsky era um existencialista. Queria conhecer a fundo a consciência humana. Um dia afirmou que "através do Cinema era necessário apontar os problemas mais complexos do mundo".

Tarkovski era conhecido no estrangeiro como o realizador "soviético" menos ortodoxo. No entanto, os seus filmes tinham uma distribuição mínima no seu país. Em 1984, Tarkovsky exilou-se em Itália. Após a sua morte e depois da queda do regime, passou a ser um ícone para várias gerações.

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