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Médicos marcam greves

Os sindicatos dos médicos marcaram, em conjunto, greves rotativas para outubro e paralisação geral em novembro, exigindo sobretudo três reivindicações. Ministério da Saúde diz que espera evitar nova greve, salientando que já há acordo numa das três reivindicações.
Médicos lutam pela “reposição de enquadramentos laborais que existiam antes da ´troika´ e cujo términos estava previsto para 2015”, segundo a FNAM – Foto de Paulete Matos
Médicos lutam pela “reposição de enquadramentos laborais que existiam antes da ´troika´ e cujo términos estava previsto para 2015”, segundo a FNAM – Foto de Paulete Matos

O sindicato independente dos médicos (SIM) e a federação nacional dos médicos (FNAM) anunciaram, à saída de uma reunião negocial no ministério da Saúde, a convocação das greves.

As greves regionais serão a 11 de outubro no norte, a 18 de outubro no centro e a 25 de outubro no sul. A paralisação nacional será a 8 de novembro, acompanhada de concentração de médicos “de bata” junto ao ministério da Saúde. A realizarem-se, estas greves constituírão o segundo movimento grevista dos médicos neste ano – paralisaram um dia em maio passado.

Segundo a Lusa, os médicos lutam, sobretudo, por três exigências:

  • Redução da lista de utentes por médico de família de 1.900 para 1.500.
  • Limitação do trabalho suplementar a 150 horas anuais (atualmente, o limite é de 200 horas).
  • Redução do limite de 18 para 12 horas em serviço de urgência.

O secretário de Estado da Saúde declarou entretanto que o ministério espera evitar nova greve dos médicos, salientando que um dos três pontos das reivindicações essenciais já foi acordado (redução para 150 horas/ano do limite de horas suplementares) e entrará em vigor em janeiro de 2018.

Os dois sindicatos dos médicos também consideraram possível haver acordo antes das greves, porém criticaram o ministério e classificaram as reuniões desta sexta-feira como “uma perda de tempo”. Segundo a Lusa, o secretário-geral do SIM, Jorge Roque da Cunha, criticou o governo por não ter apresentado qualquer proposta em relação às horas extraordinárias, ao trabalho de urgência e à redução da lista de utentes por médico de família.

Mário Jorge Neves da FNAM lamentou que não fossem "encontrados consensos", sublinhando: “Falamos da reposição de enquadramentos laborais que existiam antes da ´troika´ e cujo términos estava previsto para 2015”.

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