Está aqui

Médicos internos despedidos apesar de promessas do Governo

Associação de Médicos pela Formação Especializada denuncia o atraso na publicação de portaria prometida pelo Ministro da Saúde e avisa que hospitais já estão a despedir médicos internos. Bloco questiona tutela. 
Foto de Paulete Matos.

Em comunicado, a Associação de Médicos pela Formação Especializada (AMPFE) refere que “os 114 médicos internos que, em 2015, se viram impedidos de prosseguir com a sua formação especializada estão, desde o início do presente ano, sob ameaça de despedimento em Julho de 2017”.

“Este facto foi comunicado à tutela por diversas vezes, tanto por parte da AMPFE como dos Sindicatos, Ordem dos Médicos e partidos da Assembleia da República, que têm pedido uma solução urgente e definitiva para estes médicos”, avança.

Segundo lembra a AMPFE, “no passado dia 21 de Junho, a propósito da audição requerida pelo PCP ao Ministro da Saúde relativamente aos médicos sem especialidade, o Prof Adalberto Campos Fernandes afirmou que os 114 médicos internos iriam ser mantidos ao serviço do SNS e a sua situação iria ser esclarecida e resolvida em definitivo, com a publicação de uma portaria que estaria ‘a dias" de ser publicada’”.

“No entanto, e apesar dos pedidos e avisos destas várias entidades, até à presente data, nenhum diploma (que estaria para breve) foi publicado”, denunciam os profissionais, assinalando que “a consequência deste ‘atraso’ é que vários hospitais aos quais estes médicos estão vinculados começaram já a rescindir os contratos destes internos, com efeitos imediatos”.

Este é o caso da Unidade Local de Saúde do Alto Minho, que, conforme aponta a AMPFE, “já comunicou o despedimento por escrito”, e do Centro Hospitalar de Faro, “que o fez verbalmente, mas revelando a intenção de o fazer por escrito até ao fim da semana”.

“Esta é uma situação inadmissível que precisa de ser resolvida, já e de uma vez por todas, pela publicação da portaria prometida pelo Ministro da Saúde, para que não restem dúvidas da intenção da tutela quanto as estes médicos e para que estas situações de despedimento não continuem a acontecer”, frisa a Associação.

Bloco questiona Ministério da Saúde

O deputado bloquista Moisés Ferreira já endereçou um conjunto de questões ao Ministério da Saúde sobre o atraso na publicação da portaria.

"Por que razão ainda não foi publicada a portaria anunciada pelo ministro da Saúde no dia 21 de junho de 2017, em plena Comissão de Saúde", questiona o dirigente do Bloco.

"Sabe que as unidades de saúde estão a despedir estes médicos, mesmo depois de o ministro ter garantido que encontraria uma solução para que eles continuassem no Serviço Nacional de Saúde", interroga ainda o deputado.

Moisés Ferreira pede ainda informações sobre que "medidas serão tomadas, de forma imediata e urgente, para reverter os despedimentos que já aconteceram e impedir novos despedimentos" e que "medidas serão tomadas, de forma imediata e urgente, para garantir a continuação destes médicos, assim como o seu acesso a informação especializada".

Artigos relacionados: 

AnexoTamanho
PDF icon ms_medicos_despedidos_do_sns.pdf416.03 KB
Termos relacionados Sociedade

Adicionar novo comentário