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Marisa defende “verdadeiro Plano Nacional de Combate à Alzheimer”

Marisa Matias afirmou que cabe ao Presidente da República “dar a voz e pôr em diálogo os setores da sociedade que são mais invisíveis” enunciando o combate ao Alzheimer como um desses casos.
Foto de Paulete Matos

Marisa Matias visitou, esta quarta-feira, ao lado da apresentadora Rita Ferro Rodrigues, o Centro de Dia Professor Doutor Carlos Garcia, da Associação Alzheimer Portugal, onde considerou que o problema das demências, para doentes e cuidadores, "tem que estar na agenda obrigatoriamente e independentemente do cargo".

A candidata presidencial sublinhou a importância de um Sistema Nacional de Saúde preparado para realidades como estas das demências, que cada vez afetam um maior número de pessoas, e realçou que esta é uma das áreas “em que à luz da dignidade e de outros direitos consagrados na Constituição”, o Estado tem que “assumir um papel fundamental para que ninguém fique sem acompanhamento".

Marisa Matias lembrou que, na maior parte dos casos, estes doentes precisam de atenção 24 horas por dia, ficando “completamente dependentes das suas famílias e dos cuidadores”, uma situação que é “sistematicamente ignorada”.

Marisa defendia, assim, a existência de “um verdadeiro Plano Naciona de Combate à Alzheimer”, porque associações como aquela que visitou, apesar de desempenharem um papel “fundamental e excecional”, não chegam “para aquilo que são as necessidade existentes”.

Recorde-se que Marisa Matias é Vice-Presidente da Associação Europeia de Alzheimer, e tem tido, no Parlamento Europeu, um papel muito ativo nestas questões, tendo sido relatora da estratégia europeia de combate à Alzheimer e outras demências, cujo relatório foi aprovado em 2011.  

Termos relacionados Marisa 2016, Política

Comentários

Concordo PLENAMENTE com a URGENTE necessidade de um plano Nacional de apoio e ajuda.
Sou cuidadora a tempo inteiro da minha mãe. despedi-me para cuidar dela.
estou 24h em casa .
Não HÀ o mínimo apoio para a minha mãe nem para mim , não só económico, como de esclarecimento e preparação para as cruies fases da doença.
Ninguém sai indiferente disto. Como diz o Espanhol Pablo A. Barredo " o Alzheimer mata sempre duas pessoas". Verdade.
O pior de tudo é ver a ignorância e falta de informação dos profissionais de saúde em relação a esta doenca , em que o esquecimento é o menor das características.

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