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Marchas da Dignidade estão a caminho de Madrid

Milhares de pessoas dirigem-se para Madrid, no Estado Espanhol, onde terá lugar, no próximo sábado, dia 22, pelas 17h, uma grande manifestação contra o pagamento de uma dívida ilegítima, “produto da especulação bancária e dos excessos dos diferentes governos” e as políticas de austeridade que “atentam contra os direitos humanos e a justiça social”.

A apresentação das “Marchas da Dignidade” foi feita pela Plataforma de Afetados pela Hipoteca (PAH), à qual se uniram coletivos como a Maré Branca, Verde e Azul e trabalhadores da Coca-Cola, Panrico e da EMT, entre muitos outros.

No manifesto da iniciativa, que reune o apoio de mais de cem coletivos sociais e sindicais, é dirigido um apelo a “uma mobilização unitária, em massa e contundente contra as políticas que atentam contra os direitos humanos e a justiça social”.

“Uma mobilização contra o pagamento da dívida, por um emprego digno, por um rendimento mínimo garantido, pelos direitos sociais, pelas liberdades democráticas, contra os cortes, a repressão e a corrupção, por uma sociedade de homens e mulheres livres, uma mobilização contra um sistema, um regime e uns governos que nos agridem e não nos representam. Exigimos, por isso, que se vão embora. Que se vá o governo do PP e também todos os governos que cortam direitos sociais básicos, todos os governos que colaboram com as políticas da troika", lê-se no documento.

Os signatários recusam as políticas austeritárias impostas pela Comissão Europeia (CE), Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco central Europeu (BCE), e implementadas pelo governo de Mariano Rajoy, “que se fundamentam no pagamento de uma dívida ilegítima que não foi contraída pelo cidadãos e cidadãs, sendo produto da especulação bancária e dos excessos dos diferentes governos”.

Os manifestantes de Aragão iniciaram o seu percurso a pé no dia 5 de março. Da Galiza seguem não só inúmeras pessoas a pé como também rumarão a Madrid dois comboios com 560 manifestantes, oriundos da Corunha e Pontevedra. Carlos Costoya, do sindicato ferroviário Intersindical, confirmou ainda, em declarações ao Público espanhol, que esperam encher mais 10 ou 12 autocarros. Um grupo de mais de 160 personalidades do setor da cultura assinou um manifesto de apoio às marchas e à manifestação do 22 de março.

A estas colunas somam-se a da Catalunha, La Rioja, Euskadi, Múrcia, Valência, Navarra, Cantábria, Aragão, Astúrias, Andaluzia, Castela-La Mancha, Castela e Leão, Madrid e Extremadura, com mais de três dezenas de cidades a aderirem ao protesto.

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