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Marcha pela Ciência no próximo sábado, 22 de abril

Em Portugal, a Marcha pela Ciência parte do Largo de São Mamede (Rua da Escola Politécnica) pelas 14h com tumo ao Largo do Carmo. A marcha será seguida por breves discursos e um debate de atividades científicas em vários pontos no Chiado.

A eleição de Trump trouxe ao poder um aparelho agressivamente anti-científico, criacionista e negacionista climático. As implicações são profundas e resultam de um combate antigo entre grupos de influência conservadores e as instituições públicas que mantêm uma tradição de verdade científica como pilar das políticas públicas.

Os cortes anunciados por Trump e as medidas de censura que o seu governo está a aplicar aos institutos públicos despoletaram uma iniciativa em defesa da Ciência que se tornou global. Em concreto, Trump propõe cortar 900 milhões - 20 por cento - do orçamento do Departamento de Energia para a Ciência, o instituto responsável por toda a pesquisa científica fundamental nas universidades dos EUA e Laboratórios nacionais. Também irá eliminar 296 milhões de orçamentos do National Endowment for the Arts e para o National Endowment for the Humanities", bem como 230 milhões de dólares para o Institute of Museum and Library Services" e ainda 445 milhões da televisão pública PBS.

Em Portugal, a Marcha pela Ciência parte do Largo de São Mamede (Rua da Escola Politécnica) pelas 14h com tumo ao Largo do Carmo. A marcha será acompanhada de breves discursos e um debate de atividades científicas em vários pontos no Chiado.

Num artigo de Lawrence Krauss na Scientific American, institulado "Matar a Ciência e a Cultura não faz dos EUA uma nação mais forte" o autor de A universe from nothing [Um universo a partir do nada] alerta precisamente para o que os cortes de Trump representam: "A política de cortes orçamentais de Donald Trump reflete consistentemente uma visão sobre a força norte-americana que está fundamentalmente contra a visão definida há quase 50 anos pelo físico Robert Wilson, o primeiro diretor do Fermi National Accelerator Laboratory em Chicago. Quando questionado pelo Congresso sobre o seu custo financeiro, Wilson foi questionado sobre que contributo daria o acelerador de partículas para a defesa dos Estados Unidos da América. A sua resposta foi surpreendente: "Não... Penso que não... Contribui apenas para a forma como olhamos uns para os outros, para a dignidade humana, pelo nosso amor pela cultura... (...) Não tem nada a ver com a defesa do país exceto tornar o país algo que vale a pena defender".

No comunicado público, a organização afirma que "a Marcha pela Ciência promove uma ciência financiada publicamente e a sua comunicação efectiva à sociedade, como um pilar fundamental da liberdade e da prosperidade. Apelamos a uma união entre cientistas e não-cientistas, baseada na diversidade, e independente de partidos políticos, para juntos defendermos a importância da ciência enquanto veículo de promoção e desenvolvimento do bem-comum."

Depois da marcha, acontecerá a Festa da Ciência, com actividades, debates e discussões sobre ciência em vários locais na zona do Chiado e Bairro Alto.Veja o programa completo aqui e junte-se ao evento no facebook.

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