Marcha em defesa da MAC

Nesta quinta feira, realiza-se uma marcha em defesa da MAC, a partir das 18.30h, entre a Maternidade Alfredo da Costa e o ministério da Saúde, em Lisboa. O presidente da administração regional de Saúde voltou a defender o encerramento da maior maternidade do país e a melhor da região, justificando com a falta de partos noutros hospitais. No entanto, mesmo encerrando a MAC, a região continuará com capacidade excedentária.
Abraço à MAC - Foto de Paulete Matos

As maternidades de Lisboa podiam fazer 28.000 partos por ano, sem incluir a MAC, mas fizeram menos de 16.000 em 2011. A capacidade excedentária manter-se-á, mesmo encerrando a MAC, noticiou nesta quarta feira o jornal “Público”. Os números são do próprio ministério, para justificar o encerramento da MAC, mas em vez disso tornam ainda mais incompreensível a medida de encerrar a maior maternidade do país, a que presta mais serviços diferenciados e que trata mais gravidezes de risco.

O espantoso é que havendo uma capacidade excedentária, o Hospital de Loures tenha aberto recentemente com uma capacidade de fazer 2.500 partos. Segundo refere Bruno Maia, neste artigo publicado no esquerda.net: “O contrato de parceria estabelecido entre o Estado e o grupo BES Saúde determina que em Loures tenham que ser atingidos um número anual pré-definido de partos, caso contrário o consórcio privado tem que indemnizar o Estado por não cumprimento do contracto. A pressão feita pela equipa da Eng. Isabel Vaz junto do ministério é enorme e Paulo Macedo não é capaz de lhe resistir”.

Nesta quinta feira, a partir das 18.30 horas, realiza-se nova ação em defesa da MAC. Desta vez, será uma marcha entre a maternidade e o ministério da Saúde, que foi decidida pelo plenário de trabalhadores da MAC e está a ser convocada pelos sindicatos e por outras estruturas.

No comunicado que convoca a marcha, assinado Plataforma em Defesa da Maternidade Alfredo da Costa, salienta-se que “contrariamente ao que é referido pelo Ministério da Saúde, o número de partos efetuados pela MAC tem vindo a aumentar (2009: 5.244; 2010: 5.328; 2011: 5.583)”. A plataforma sublinha também que é na MAC “que ocorre o maior número de nascimentos do país, onde é assistido o maior número de bebés prematuros, onde existe o maior centro público de Medicina Reprodutiva”. E frisa que é “também um local de excelência nos domínios da formação e investigação, sendo o diagnóstico prénatal e o acompanhamento de grávidas de risco, a maioria encaminhada por outros hospitais e médicos privados uma das suas grandes mais-valias”.

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