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Lino Romão é candidato do Bloco à Câmara Municipal das Caldas da Rainha

Lino Romão, livreiro e ativista cultural será acomanhado por Carla Jorge, candidata à Assembleia Municipal. O lema da campanha é "mais cidadania, mais participação". 

Sob o lema “mais cidadania, mais participação”, o candidato do Bloco à câmara municipal das Caldas da Rainha, Lino Romão, afirma que a candidatura “assentará essencialmente nas ideias de mais envolvimento cívico e maior mobilização popular.”

Lino Romão, 46 anos, licenciado em Animação Cultural pela ESAD, foi livreiro e activista cultural em Caldas da Rainha de 1993 a 2003. Trabalha em Óbidos na organização de eventos, onde está também ligado empresarialmente a projectos turísticos e de doçaria tradicional na área do chocolate. Está activamente ligado ao Bloco de Esquerda desde 2009 e foi deputado à Assembleia Municipal, em regime de substituição, no mandato 2009 - 2013.

“O Bloco faz uma avaliação muito crítica dos últimos quero anos do poder autárquico do PSD (…) bem como das oposições que, em larga medida, se deixaram seduzir pelo canto da sereia do novel presidente”, disse. 

E abordou problemas concretos: “Na área da educação a CMCR nunca escondeu a sua preferência pelo apoio aos colégios privados. A regeneração urbana pouco mais fez do que arranjar passeios e privatizar o estacionamento, aumentando as dificuldades do comércio e serviços, ao contrário do que seria suposto fazer uma autarquia: os munícipes e cidadãos em geral são cada vez mais expulsos do centro da cidade para a periferia onde as grandes superfícies oferecem bons e gratuitos estacionamentos. A generalidade das freguesias foi completamente esquecida nos últimos quatro anos, sem qualquer investimento digno de registo. A reabertura do Hospital Termal passou de vaga promessa a assumida miragem, que nem os melhores prognósticos se atrevem a calendarizar para os próximos anos.”

Lino Romão será acompanhado por Carla Jorge, candidata à Assembleia Municipal. Carla Jorge afirma que “seremos a voz que não desiste dos direitos quem trabalha e de quem vive” na cidade. 

Carla Jorge, 39 anos, é Assistente Operacional de Saúde desde 2006, no Hospital de Caldas da Rainha, e é activista e porta-voz do movimento de Precários do Centro Hospitalar do Oeste. 

Na apresentação, afirmou que “Quem vive nas Caldas da Rainha sabe que há problemas que continuam por resolver. que se devem à inércia dos dirigentes locais. É pois tempo de mudarmos o poder instituído.”

E abordou problemas concretos das Caldas. A Lagoa de Óbidos, “que continua a ser destruída” tem de ser “limpa e sustentável, capaz de gerar emprego e ficar população”. 

A cidade, diz, “precisa de reabilitação” de património histórico e edifícios devolutos, bem como de “infraestruturas fundamentais necessárias à vida da cidade”, tais como “ciclovias, transportes públicos funcionais”. 

O Hospital das Caldas da Rainha “é a estrutura de serviço público mais relevante do concelho” mas, diz, “o executivo municipal atual não defende convenientemente o hospital e a qualidade dos seus serviços. Os nossos utentes merecem melhor”, remata. 

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