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Liberdade para os ativistas presos na Turquia

Esta quinta-feira, 10 de agosto, decorreu no Rossio em Lisboa um protesto de solidariedade para a libertação imediata dos ativistas e professores turcos Nuriye Akman e Semih Özakça, que estão em prolongada greve de fome e em risco de vida.
 Professor primário Semih Özakça e a investigadora Nuriye Akman estão em greve de fome depois de terem sido presos a 21 de maio de 2017, pelo regime do presidente  Recep Erdoğan. Foto do Facebook Vozes Alternativas da Turquia
Professor primário Semih Özakça e a investigadora Nuriye Akman estão em greve de fome depois de terem sido presos a 21 de maio de 2017, pelo regime do presidente  Recep Erdoğan. Foto do Facebook Vozes Alternativas da Turquia.

O protesto de solidariedade quis dar visibilidade à situação do professor primário Semih Özakça e da investigadora Nuriye Akman que estão em greve de fome depois de terem sido detidos pela polícia turca no dia 21 de maio de 2017.

Segundo o jornal inglês The Guardian, as condições de saúde dos dois grevistas é de uma gravidade tal que algumas funções motoras são de recuperação irreversível. 

Apesar das condições de vida dos ativistas turcos, o governo continua a mantê-los em cativeiro, depois de terem sido despedidos dos seus empregos, por alegadas ligações ao movimento do opositor de regime Fethullah Gullen, que se encontra exilado nos Estados Unidos da América. 

Esta ação, em Lisboa, foi convocada pelo coletivo Vozes Alternativas da Turquia e contou com a presença dos ativistas turcos que vivem em Portugal.

Os organizadores quiseram desta forma denunciar os atos criminosos do ditador e presidente Recep Tayyip Erdoğan, cada vez mais duro com os seus opositores.

Protesto de solidariedade quer dar visibilidade à situação do professor primário Semih Özakça e da investigadora Nuriye Akman que decorreu na Praça do Rossio, em Lisboa. 

A partir de julho de 2016, Erdoğan encenou um golpe de estado. Depois de declarar o estado de emergência empreendeu uma "caça às bruxas", prendendo centenas de milhar de pessoas como os casos do professor Semih e da investigadora Nuriye.

Nessa altura, Erdoğan marcou um referendo para reforçar os seus poderes e mudar o sistema semi-presidencial, para um sistema presidencial. Esta alteração teve uma forte oposição dos partidos e da sociedade civil.

O presidente turco, na posse dos seus novos poderes, tem ordenado prisões arbitrárias que levaram à prisão de mais de 150 jornalistas turcos, 13 parlamentares e mais de 150 presidentes de câmara por todo o país. Mandou encerrar mais de 150 meios de comunicação na Turquia eleminando as vozes criticas e a liberdade de expressão.

A perseguição aos opositores do regime turco não é feita só ao nível interno. O último caso, é o pedido de extradição a Espanha do jornalista turco Hamza Yalçin, por ser uma voz crítica ao regime.

A Turquia reclama o regresso do jornalista depois de ter sido detido pelas autoridades espanholas, que cumpriram um pedido de detenção da Interpol por “ligações terroristas”. O estado de emergência prolongado tem dado abrigo ao Governo turco para silenciar, prender e perseguir centenas de opositores.

O coletivo Vozes Alternativas da Turquia pretende continuar com as as suas ações de luta de forma a exigir a libertação de todos os presos políticos na Turquia.

Para mais informações consultar a página de Facebook do coletivo Vozes Alternativas da Turquia.

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