'Lay-off' é um "truque" para afastar trabalhadores

A Autoridade para as Condições do Trabalho considerou "ilegal" o "lay-off" de 18 trabalhadores da Carpan, mas a empresa continua a recusar a entrada dos funcionários nas suas instalações. Francisco Louçã, que reuniu com os funcionários abrangidos por este "lay-off" selvagem, diz que "o truque tornou-se a forma de ser destas administrações".
'Lay-off' é um "truque" para afastar trabalhadores

 "A destruição de empresas é notícia todos os dias e mesmo quando a lei diz que o afastamento destes trabalhadores em 'lay-off' é ilegal, eles não voltam a passar a porta da empresa. É uma fraude”. A denúncia foi hoje efetuada por Francisco Louçã, à porta da CARPAN, uma empresa da Maia que colocou “ilegalmente” 18 dos seus 180 trabalhadores em “lay-off”, para os “afastar” definitivamente.

Em menos de um ano é a segunda vez que a CARPAN recorre ao regime de lay-off. Em Fevereiro deste ano o Bloco questionou o ministério da economia sobre a situação destes trabalhadores e, na resposta, a Autoridade para as Condições do Trabalho considerou este “lay-off" ilegal. A empresa, no entanto, continua sem admitir os trabalhadores.

No encontro, que teve lugar à porta das instalações da empresa, os trabalhadores contaram a Francisco Louçã e Catarina Martins que a CARPAN teve resultados de 52 milhões de euros em 2009, afirmando não compreender como é que a empresa afirma ter problemas de liquidez de tesouraria. Os trabalhadores culpam a “má gestão” e “falta de profissionalismo” da administração pela situação de insolvência.

“O truque tornou-se a forma de ser destas administrações, destas insolvências, destas empresas que mudam de nome, mudam de etiqueta para conseguir depois vender um terreno ou uma loja", considerou o coordenador da comissão política do Bloco.

Em declarações aos jornalistas, Rosa Maria, há 22 anos a trabalhar na Carpan, e uma das funcionárias abrangidas pelo 'lay-off', responde às acusações da administração e garante que "nunca houve indisponibilidade" dos trabalhadores para cumprir o horário de trabalho, ou "incapacidade para trabalhar".

"Percebemos que isso é um truque para afastar os trabalhadores, para não lhes pagar, para vender as suas lojas, para fazer negócios, para transferir trabalhadores", criticou Louçã. Para o deputado do Bloco, “esta traficância é aquilo em que se transforma uma economia deprimida, em que os truques passam a valer e as pessoas não têm nenhum valor". 

Comentários

A notícia que acima passei os olhos enferma de erros grosseios e apenas serve para o show-off e vaidade de alguns trabalhadores e partidos que falam, sem conhecerem os números e a realidade.
Falam em resultados de milhões e não percebem a falta de liquidez? o BE e os trabalhadores por acoso consultaram as contas (auditadas e certificadas) da empresa nos últimos anos? O BE e esses demais por acaso estão conscientes de onde advém a falta de liquidez? Haverá o cuidado de perceber e de não andar a denegrir por denegrir?
Não coloco em causa que se coloque a questão de perceber como a empresa chegou a esta situação, agora, como sempre que acontece uma situação similar, a esquerda coloca toda a gente no mesmo patamar: é tudo manobra para delapidar direitos e desviar património! Pelo que sei e conheço, não é não! Mas então porque vem a lume todo um conjunto de falsidades e desinformações? É para agradar a quem? Ou não será uma forma de em Portugal se fazer política, pelos piores motivos!

O comentador fala em falsidades e desinformações, mas o seu comentário nada esclarece. Diz saber e conhecer o que se passa na empresa mas recusa a falar do que sabe. A empresa atira os trabalhadores para o lixo porque são vaidosos e gostam de fazer show-off? Permita-me que lhe devolva a sua pergunta: esse comentário é para agradar a quem?

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