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Lançada petição contra gestão privada do Teatro Maria Matos

Mais de 800 pessoas já assinaram a petição que exige “maior debate público e maior investimento público na cultura”, defendendo que “não se pode perder mais nenhum equipamento cultural municipal”. O vereador do Bloco, Ricardo Robles, considera que a privatização do Maria Matos “é um caminho errado”.
Os subscritores da petição reclamam ainda um “maior debate público e maior investimento público na cultura”, defendendo que “não se pode perder mais nenhum equipamento cultural municipal”.
Os subscritores da petição reclamam ainda um “maior debate público e maior investimento público na cultura”, defendendo que “não se pode perder mais nenhum equipamento cultural municipal”.

A petição foi lançada esta quinta-feira e está disponível para subscrição aqui. Esta iniciativa surgiu na sequência de uma entrevista da vereadora da Cultura da Câmara de Lisboa, publicada recentemente no jornal Público, na qual Catarina Vaz Pinto anunciou a intenção de a autarquia entregar a gestão deste teatro municipal a privados.

Entre as centenas de subscrições já reunidas, encontram-se, por exemplo, as do coreógrafo Bruno Cochat e do encenador e dramaturgo Ricardo Neves Neves, que condenam a entrega daquele espaço municipal à gestão privada, lembrando também que, nos últimos dez anos, o Maria Matos recebeu um investimento público continuado e que o espaço sofreu obras de requalificação.

“A entrega do Teatro Maria Matos à gestão privada não só anula todo este trabalho e investimento público, como oferece os seus frutos de mão beijada à entidade à qual vier a ser concessionado, pondo em causa a vocação pública que este equipamento conquistou, e empobrecendo a cidade e o território onde se insere”, lê-se no texto da petição.

Os subscritores da petição reclamam ainda um “maior debate público e maior investimento público na cultura”, defendendo que “não se pode perder mais nenhum equipamento cultural municipal”.

Privatização do Teatro Maria Matos “é um caminho errado”

Em declarações à Lusa, nesta quarta-feira, o vereador do Bloco de Esquerda na autarquia de Lisboa, Ricardo Robles, disse estar contra a entrega do Teatro Maria Matos à gestão privada.

"Não estamos disponíveis para [apoiar] o modelo que foi apresentado para o Maria Matos, um modelo de privatização e de entrega a produtoras culturais da gestão do teatro. Achamos que esse é um caminho errado", afirmou. Para o Bloco, "os equipamentos culturais da cidade, em particular os teatros, são instrumentos da política cultural e de serviço público", por isso, explicou Ricardo Robles, só poderia considerar "errada essa solução".

Ricardo Robles disse ainda estar de acordo com a possibilidade de a Câmara "fazer concursos públicos que permitam atribuir a direção artística e a programação cultural, mantendo a gestão municipal dos teatros". "Isso é uma prática comum e que estamos disponíveis para discutir, não o modelo que foi apresentado e que replica o que foi realizado no Capitólio, que foi entregue a uma produtora, a Sons em Trânsito, e com o qual nós discordamos", reiterou.

Excluindo a proposta de privatização da gestão do Maria Matos, o vereador do Bloco considera positiva "a iniciativa de pensar e reestruturar a rede de teatros municipais", bem como "a ideia de poder alocar-se alguns teatros a uma determinada programação, por exemplo, o Teatro Camões, na Calçada da Ajuda, recuperado recentemente, ser dedicado ao público infanto-juvenil". 

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