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Juíza decreta prisão dos membros do governo da Catalunha

Os membros do governo catalão destituído pelo artigo 155 foram depor a Madrid. Acusados de rebelião com penas que podem ir até 25 anos de cadeia, viram ser decretada a prisão preventiva pela Audiencia Nacional.
Cartaz da ERC a convocar as manifestações desta quinta-feira

Oito membros do governo catalão, incluindo o vice-presidente e líder da ERC Oriol Junqueras, foram mandados para a prisão após terem prestado depoimento junto dos juízes da Audiencia Nacional em Madrid. O único ex-governante que escapou à prisão preventiva foi Santi Vila, que se demitiu na véspera da aprovação da declaração de independência no parlamento catalão.

A acusação aos membros do governo catalão considera que o referendo de 1 de outubro foi “um levantamento violento apoiado pelos acusados, no qual um setor da população partidário da secessão, enfurecida pelos seus dirigentes, desobedeceu publicamente e mostrou a sua resistência coletiva à autoridade legítima do Estado”. Os ex-governantes, tal como os membros da Mesa do Parlamento, serão acusados de rebelião, sedição e desvio de fundos.

A Procuradoria espanhola emitiu mandados de detenção em nome de Carles Puigdemont e dos outros quatro ex-governantes que se encontram na Bélgica. Segundo o jornal catalão El Periódico, a tramitação do processo na justiça belga pode demorar até março de 2018, com o processo da defesa de Puigdemont a ter início na Bélgica em plena campanha eleitoral na Catalunha, onde as eleições autonómicas foram marcadas para 21 de dezembro.

A prisão do governo catalão provocou a reação imediata do setor independentista, com a Assembleia Nacional Catalã e o Ómnium Cultural – que viram os seus líderes presos após o referendo de 1 de outubro – a convocarem manifestações para o fim da tarde em frente ao parlamento catalão e a todas as sedes de autarquias para reclamar a libertação de todos os presos políticos.

A primeira reação dos líderes políticos europeus veio da Escócia, com a primeira-ministra Nicola Sturgeon a declarar que “Independentemente da opinião sobre a Catalunha, a prisão de líderes eleitos é errada e deve ser condenada por todos os democratas”.

 

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