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João Vasconcelos: “Queremos Portimão em boas mãos”

Em comício do Bloco em Portimão, o deputado, vereador e candidato à Câmara fez balanço de dois anos de lutas e apontou o muito que há para fazer. Pedro Mota, candidato à Assembleia Municipal, afirmou que as propostas bloquistas no município mudaram a cidade.
João Vasconcelos:  “Queremos Portimão em boas mãos”. Afirmou o candidato do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Portimão. Foto Esquerda.net.
João Vasconcelos: “Queremos Portimão em boas mãos”. Afirmou o candidato do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Portimão. Foto Esquerda.net.

João Vasconcelos começou a sua intervenção elencando as muitas vitórias do Bloco de Esquerda para a melhoria da vida das pessoas.

“Quem não se recorda do aumento do salário mínimo, que a direita congelou durante muitos anos; da reversão dos cortes nos salários e pensões; do aumento do rendimento social de inserção e do complemento solidário para idosos; da reposição de feriados, que nos tinham sido roubados; da reposição das 35 horas para a função pública; da tarifa social da eletricidade que abrange quase 800 mil famílias; da tarifa social da água”, realçou.

O deputado destacou em seguida que foi graças ao Bloco de Esquerda do Algarve, em conjunto com as associações de cidadãos, que se conseguiu aprovar o fim das concessões de contratos para a prospeção e exploração de petróleo e gás na região.

“Devido à ação do Bloco de Esquerda foram anulados dois contratos nomeadamente os de Aljezur e de Tavira. Um empresário chamado Sousa Cintra tinha uma empresa fantasma, nem trabalhadores tinha, não tinha pago o seguro internacional, nem a caução e o governo anterior concedeu aqueles contratos alguns dias antes das eleições, em 2015”, acusou.

João Vasconcelos lamentou o facto de ainda não ter sido possível “tornar o Algarve livre de portagens”, acusando PS, PSD e CDS de recorrentemente a terem chumbado, e reafirmou a luta do Bloco contra as portagens na Via do Infante.

A Via do Infante que foi paga com dinheiro da comunidade europeia está agora entregue a uma PPP “ruinosa” criticou o deputado do Bloco, que foi em protesto falar com o primeiro-ministro António Costa na sua visita, esta quarta-feira, à festa do marisco em Olhão. João Vasconcelos referiu que António Costa lhe disse que o Governo está “em dívida com o Algarve” e “pessoalmente prometeu que ia estudar o contrato da PPP, que é um contrato ruinoso”.

O candidato à Câmara de Portimão salientou ainda que vai exercer pressão junto do Governo para que os serviços públicos de saúde e educação sejam melhorados.

“Continuamos a defender a separação do hospital de Portimão do hospital de Faro e que seja dotado de técnicos, de médicos, de enfermeiros, meios financeiros e meios materiais adequados”, afirmou.

Por último, destacou  a importância de se fazer um plano de habitação social para a cidade, que já teve possibilidades financeiras, mas que desbaratou milhões numa cidade cinematográfica que nunca saiu do papel. 

“Há muita gente sem casa, com muitas dificuldades, em casas degradadas que todos os dias vai à Câmara”, frisou.

Para João Vasconcelos o Bloco apresenta-se como "uma alternativa de esquerda, determinada a acabar com a corrupção, a ser o garante da transparência e da lisura na gestão do que é público, para os portimonenses poderem melhorar as suas condições de vida".  Saudou ainda os muitos candidatos independentes que se juntaram às listas do Bloco de Esquerda, que se candidata a todos os órgãos autárquicos do município.

Pedro Mota, candidato do Bloco de Esquerda à Assembleia Municipal de Portimão. 

“Estamos preparados para mais uma luta politica”

Pedro Mota, candidato do Bloco à Assembleia Municipal, referiu que a dívida gigantesca do município é fruto da má gestão de anteriores executivos camarários e salientou que isso levou os bloquistas a uma batalha politica difícil na Assembleia Municipal de Portimão.

O candidato acrescentou que Portimão é “o terceiro município do país mais endividado, com uma dívida acumulada de 139 milhões de euros e com os impostos à taxa máxima, não dando folga aos munícipes numa cidade que se tornou moribunda”.

Para Pedro Mota, as propostas, recomendações e moções apresentadas pelo Bloco mudaram a cidade e exemplificou com a colocação de passadeiras na estrada V6 e o arranjo das vias rodoviárias da cidade, que estavam muito degradadas. Referiu também que a luta contra os furos para a exploração de petróleo e gás no Algarve deram resultados, com a moção apresentada pelos bloquistas a ser aprovada na Assembleia Municipal.

O candidato referiu, por último, que a luta do Bloco fez com que a empresa municipal Portimão Urbis fosse encerrada, ao mesmo tempo que protegeu o emprego dos trabalhadores, que passaram a ocupar funções em organismos do município.

“Estamos preparados para mais uma luta politica construtiva e por uma politica socialista de esquerda, por uma melhor distribuição equitativa dos rendimentos”, disse ainda Pedro Mota. 

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