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Independentistas catalães vão a eleições com listas próprias

Afastada a possibilidade de uma convergência eleitoral entre todos os partidos independentistas, a ERC, o PDeCAT e a CUP apostam em listas próprias para as eleições de 21 de dezembro.
Assembleia da CUP realizada este domingo em Granollers. Foto CUP/Twitter

A CUP, partido anticapitalista que garantiu a maioria parlamentar pró-independência, reuniu este domingo em assembleia nacional extraordinária sobre a participação nas eleições convocadas por Mariano Rajoy, que considera “ilegítimas”. A proposta de ir às urnas teve o apoio de 91.6% dos presentes. Quanto à forma de apresentação, 64% escolheram uma candidatura da atual sigla, CUP-Crida Constituent, com um programa independentista de esquerda. Foram derrotadas as propostas de uma coligação ampla e alargada aos que defendem a República, a amnistia e liberdade para os presos políticos, com 21.7% dos votos, e a de uma lista cidadã sem nenhum candidato que tenha desempenhado cargos políticos obteve 12.6% dos votos.

Por seu lado, a ERC, que tinha aberto a porta a uma coligação que integrasse também a CUP, ao mesmo tempo que fechava a da reedição da coligação com o PDeCAT, anunciou este sábado a sua candidatura em listas próprias, lideradas pelo vice-presidente do governo na prisão, Oriol Junqueras.

Quanto ao PDeCAT, o partido de Carles Puigdemont que tinha apelado à unidade nas urnas, deverá optar por uma lista “ampla, transversal e o mais civil possível”, dando a entender que muitos dos atuais deputados e governantes não a irão integrar. A lista será encabeçada pelo presidente do governo catalão destituído por Espanha, atualmente no exílio na Bélgica. O prazo final para a entrega de listas é na próxima quinta-feira, e a direção do PDeCAT irá reunir na véspera para aprovar o modelo final da candidatura.

Este domingo, cerca de 1500 pessoas manifestaram-se em Bruxelas em apoio ao governo catalão no exílio e pela libertação dos presos políticos. Depois de no sábado Barcelona ter assistido a 750 mil pessoas a pedir a liberdade dos presos, a manifestação de Bruxelas contou com a presença de vários membros do governo destituído por Madrid, após a aplicação do artigo 155 da Constituição.

 

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