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Incêndios: “Solidariedade tem que chegar o mais rapidamente possível às populações”

Catarina Martins reforçou que existem fundos de prevenção de catástrofes no âmbito europeu que devem servir para evitar que se repitam incêndios como o de Pedrógão Grande.
Foto de Paulete Matos.

No lançamento da candidatura do Bloco em Odivelas, a coordenadora bloquista defendeu que “é tempo, um mês após a tragédia de Pedrógão Grande, de ter balanços das ações e de ter ação necessária”.

Catarina Martins lembrou que “conseguimos, com a atuação da Marisa Matias no Parlamento Europeu, em convergência com o PCP, aprovar uma proposta vinculativa para ser reforçado e agilizado o Fundo de Solidariedade às populações atingidas pelos incêndios de Portugal”.

“Foi uma medida positiva e agora sabemos que o Governo já atuou e já pediu esse fundo”, acrescentou.

A dirigente do Bloco destacou que “a solidariedade europeia, mas também a de todo o país, tem que chegar o mais rapidamente possível às populações”.

Assumindo que “o Estado não pode fazer tudo”, Catarina Martins assinalou que “cabe ao Governo a responsabilidade de agilizar, pedir transparência, de falar com as instituições privadas que receberam essa solidariedade de todo o país, para termos a certeza de que chega da melhor maneira, da maneira mais justa às populações afetadas”.

“Mas este é também o momento de reconstrução”, apontou a coordenadora bloquista, assinalando que “foi já anunciado o plano para a reconstrução da habitação”.

Catarina Martins lembrou ainda “que há prazos e capacidade para o nosso país usar fundos para a recuperação da capacidade produtiva da zona do Pinhal Interior, nomeadamente para reconstruir estufas, substituir tratores, tudo o que ardeu e que é o emprego daquela população”.

“E precisamos, seguramente, de sermos determinados para que as tragédias não voltem a acontecer”, vincou.

A deputada referiu que “existe a possibilidade de Portugal se candidatar a fundos de prevenção de catástrofes”: “E nós achamos que Portugal o deve fazer agora. Esses fundos servem para fazer cadastro da floresta, para começar a implementar uma reforma florestal, para termos os meios necessários para duplicarmos as equipas de sapadores florestais e para passarmos o próximo inverno a limpar o combustível da rede primária de estradas, de água, ou seja, a garantirmos a segurança da população em Portugal”, adiantou.

Para Catarina Martins, “o respeito pelas vítimas da tragédia passa também por tirarmos consequências para que não se possa repetir”.

“Na próxima semana vamos estar no Parlamento na reta final de uma discussão muito difícil sobre reforma florestal”, recordou a dirigente do Bloco.

Assinalando que “a reforma florestal não se faz numa semana, nem se faz toda de uma vez”, Catarina Martins avançou que “os projetos que estão em debate não nasceram agora e, portanto, tiveram todo o tempo para ser debatidos".

"Mas também não encerram seguramente as necessidades que temos para a floresta e vamos continuar a debater ao longo dos tempos”, adiu.

“Mas julgo que seria muito importante dar passos significativos sobre a floresta: olhemos para o ordenamento do território, olhemos para a segurança das populações, olhemos para floresta como uma riqueza mas também como um serviço ecológico”, afirmou a deputada, alertando que se só tivermos em conta o “interesse das celuloses ou dos fundos financeiros que querem investir na floresta, ficaremos, se não igual, até pior do que estávamos no passado”.

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