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Incêndios: Agricultores lesados exigem reabertura das candidaturas

O Movimento Associativo de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões afirma que mais de metade dos pedidos de apoio ficaram sem resposta.
Foto Paulo Cunha/Lusa

Em comunicado, o Movimento Associativo de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões (MAAVIM), no concelho de Tábua, lamenta que, “passados 80 dias após a tragédia de 15 de Outubro, mais de 50% dos agricultores não receberam as prometidas verbas de apoio aos prejuízos dos incêndios”.

O movimento tece várias críticas aos mecanismos de pedido destes apoios, nomeadamente quanto às verbas atribuídas, que consideram “uma discriminação face a outras calamidades”. “Por verificarmos que em situações como a tragédia de Entre-Os-Rios, as cheias e incêndios na Madeira e até a banca, o Estado assumiu as responsabilidades, também deve respeitar o povo da região Centro e dar respostas urgentes e capazes de minimizarem esta tragédia”, afirma o comunicado.

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Segundo o MAAVIM, muitos agricultores “aceitaram a única alternativa que o governo lhes deu, que foi fazerem um pedido de apoio de 5000€”, apesar de terem prejuízos muito superiores. Mas verificam agora que “foram cortados mais de 10 milhões de euros dos pedidos submetidos e muitos agricultores submeteram os primeiros registos na plataforma, e ao pensarem que isso bastava agora não receberam nada”.

Outro motivo de descontentamento prende-se com os prazos muito curtos para as candidaturas, que pretendem ver reabertas “pelo menos até Julho, pois existem proprietários que só na altura das férias se pode deslocar às suas terras de origem”. Os agricultores reclamam ainda a abertura de linhas de apoio para a floresta e as casas que não são de primeira habitação, bem como a ajuda que ainda não chegou aos familiares das vítimas dos incêndios. Estas matérias foram tratadas durante uma reunião a 20 de dezembro na Assembleia da República com o Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Temática da Floresta Portuguesa e dos Incêndios.

“Não nos podemos calar e iremos à Assembleia da Republica ou ao Ministério da Agricultura, caso as medidas não sejam colocadas no terreno, para manifestar o que é de direito de todos os que sofreram com a tragédia dos incêndios de 15 de Outubro”, conclui o MAAVIM.

 

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