O relatório da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) afirma que “a reação do dispositivo policial às ações hostis dos manifestantes foi, no geral, adequada e proporcionada”, justificando que algumas ações pontuais terão sido individuais e não “da atuação global” das subunidades policiais envolvidas, segundo noticia o site do jornal “Sol”.
Em relação às agressões aos fotojornalistas, a IGAI critica os jornalistas e justifica as agressões policias afirmando que “nada apresentavam, de forma visível, que evidenciasse serem jornalistas, já que o simples facto de serem portadores de máquina fotográfica não pode naquelas circunstâncias, ser considerado inequívoco elemento referenciador da condição de jornalista, face ao elevado número de máquinas fotográficas”.
Sobre a agressão ao fotojornalista José Sena Goulão da Lusa, a IGAI justifica-a dizendo que o polícia que o agrediu talvez não o tenha ouvido. Diz o IGAI: “ embora o jornalista da Lusa José Sena Goulão afirme que se dirigiu a um elemento policial dizendo que era jornalista, não é seguro que o tenha feito de forma audível naquelas circunstâncias de ruído e de agitação geral e só passou a gritar que era jornalista depois de ter sido atingido quando se encontrava no chão”.
Relativamente à agressão à repórter fotográfica da France Press Patrícia Moreira, a IGAI chega ao extremo de considerar que não está provado que ela tenha sido atingida com o bastão, apesar das imagens e vídeos existentes e que correram mundo.
Contraditório com esta conclusão, a IGAI considera que esta ação será apurada no âmbito do processo disciplinar que vai ser aberto ao agente da divisão da Amadora, já que ficou provado ter “feito uso de meio coercivo fora das condições regulamentarmente previstas”.
A IGAI concluiu ainda que um grupo de manifestantes que integrava a iniciativa promovida pela plataforma 15 de Outubro tiveram “um comportamento que se poderá considerar, no mínimo, como pouco cívico”, deflagrando “engenhos pirotécnicos” e “provocando as forças policiais”.
Por fim, a IGAI diz que a PSP não tinha qualquer relatório do SIS.