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Human Rights Watch pede investigação independente à repressão no referendo

Depois da Amnistia Internacional, também a HRW veio denunciar a violência sobre eleitores pacíficos, que resultou em centenas de feridos na Catalunha no passado dia 1 de outubro.
Repressão em Barcelona. Imagem HRW

Em comunicado, a Human Rights Watch (HRW) afirma ter testemunhado e recebido queixas com provas da violência exercida pela Guardia Civil e Polícia Nacional espanhola sobre as pessoas que desejavam votar no referendo à independência catalã.

A investigação da HRW centrou-se em três localidades (Girona, Aiguaviva e Fonollosa), com dezenas de entrevistas que detalham a forma de atuação dos agentes policiais. Para além das bastonadas sobre os eleitores, há vários relatos do uso de gás pimenta e do disparo de balas de borracha, sem que tenha havido qualquer ação violenta por parte dos eleitores presentes.

“O governo espanhol tem a obrigação de assegurar que será feita uma investigação eficaz às queixas de uso excessivo da força, incluindo os incidentes graves documentados pela Human Rights Watch”, afirma a organização.

“Dadas as atuais tensões entre as autoridades centrais e regionais e às questões complexas sobre jurisdição, a Espanha devia considerar pedir assistência por parte de um painel internacional e independente de peritos”, conclui a Human Rights Watch.

Na semana que se seguiu ao referendo, a Amnistia Internacional, que teve observadores em vários locais de voto, também denunciou a violência que foi transmitida pelos media em todo o mundo e apelou a uma “investigação imparcial, imediata e minuciosa ao uso excessivo e desproporcionado da força por parte dos membros da Guardia Civil e Policia Nacional”.

Spain: Police Used Excessive Force in Catalonia

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