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Grupo de personalidades lança movimento de apoio aos ativistas angolanos

A constituição de um movimento de apoio aos ativistas angolanos que engloba personalidades das áreas da política, das artes e da cultura vai ser lançado numa sessão no próximo dia 5, às 21h30, no Forum Lisboa, na Avenida de Roma. A ideia da iniciativa partiu do dirigente do Bloco, João Semedo e da editora, Bárbara Bulhosa.

No texto que serve de base à constituição deste movimento pode ler-se que “não há lógica nem conveniência que silencie o nosso protesto perante a flagrante violação dos valores e princípios da democracia, do estado de direito e dos direitos humanos que está a verificar-se em Angola no processo que condenou 17 jovens ativistas – um dos quais luso-angolano – a pesadas penas de prisão, acusados do crime de “actos preparatórios de rebelião e associação de malfeitores” por terem realizado a leitura colectiva do livro 'Da ditadura à democracia' de Gene Sharp.”

Os promotores desta iniciativa afirmam ainda: “Partilhamos a convicção de que não há democracia sem liberdade de expressão e reunião e que o seu exercício não pode ser motivo de incriminação”, acrescentando que "esta é razão suficiente para nos juntarmos e promovermos uma Sessão Pública em defesa dos direitos políticos em Angola e pela libertação e absolvição, como pede o recurso judicial, dos 17 ativistas detidos.”

A comissão promotora do movimento é constituída por Ana Gomes, eurodeputada, Bárbara Bulhosa, editora livreira, Cândida Pinto, jornalista, Carlos Vaz Marques, jornalista, Diana Andringa, jornalista, Dulce Maria Cardoso, escritora, Edite Estrela, deputada, Fernanda Câncio, jornalista, Isabel Moreira, deputada, João Semedo, médico, Jorge Costa, deputado, José Eduardo Agualusa, escritor, Lídia Jorge, escritora, Marisa Matias, eurodeputada, Pacheco Pereira, historiador, Pilar del Rio, jornalista, Ricardo Araújo Pereira, jornalista e humorista, Ricardo Sá Fernandes, advogado, e Sónia Fertuzinhos, deputada.

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