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Greve nas minas de Neves-Corvo

Os trabalhadores da Somincor cumprem, desde as 6h desta sexta-feira e até às 6h deste sábado, o terceiro período da terceira greve de 2017. Lutam pela “humanização” dos horários de trabalho e , segundo o sindicato, enfrentaram tentativa de lock-out.
Trabalhadores da Somincor cumprem, desde as 6h desta sexta-feira e até às 6h deste sábado, o terceiro período da terceira greve de 2017. Lutam pela “humanização” dos horários de trabalho
Trabalhadores da Somincor cumprem, desde as 6h desta sexta-feira e até às 6h deste sábado, o terceiro período da terceira greve de 2017. Lutam pela “humanização” dos horários de trabalho

Os trabalhadores da Somincor das minas de Neves-Corvo realizam entre as 6h de 29 de dezembro e as 6h de 30 de dezembro de 2017 o seu último período da terceira greve de 2017. Esta terceira paralisação de 2017 teve três períodos de 24 horas de greve, o atual e os anteriores: das 6h de 22 de dezembro às 6h de 23; das 6h de 27 de dezembro às 6h de 28 de dezembro.

Os trabalhadores da mina reivindicam o fim do regime de laboração contínua no fundo da mina, a "humanização" dos horários de trabalho, a antecipação da idade da reforma para os trabalhadores das lavarias, a progressão nas carreiras, a revogação das alterações unilaterais na política de prémios e o fim da pressão e da repressão sobre os trabalhadores.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira (STIM), após o período de greve de 24 horas de 27/28 de dezembro “avançou com medidas que configuram lock-out, proibido na Constituição e na lei”. O sindicato pediu a intervenção da ACT (Autoridade para as Condições de Trabalho) e continua a apelar a uma solução negociada do conflito.

Segundo o STIM, a administração “emitiu um comunicado em que ameaçou não proceder ao pagamento dos dias intercalados em que os trabalhadores não realizam greve”. Esta medida é ilegal e foi, como tal denunciada pelo sindicato. A administração da empresa, entretanto, “avançou para o lock-out”, mas o sindicato queixou-se à ACT, que enviou inspetores para a empresa, para apurar os factos.

O STIM reafirma a justeza da luta e a sua continuidade até ser alcançada uma solução negociada e assinala “quatro pontos:

  • - Não há, nem nunca houve nenhum acordo ou pré-acordo, com o STIM, para aplicação de nenhum horário;
  • - Apenas 17 trabalhadores estão disponíveis para aceitar o horário que a empresa pretende impor;
  • - A resposta da administração à proposta dos trabalhadores da lavarias e outras áreas para antecipação da idade de reforma está muito aquém do reivindicado;
  • - Às demais propostas dos trabalhadores, a resposta é, até ao momento, claramente insuficiente”

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