Está aqui

Greve nas minas da Somincor

Os trabalhadores da Somincor decidiram este domingo realizar greve na Sominco, de 3 a 7 de Outubro, pelo fim do regime de laboração contínua no fundo da mina e pela humanização dos horários de trabalho. 
Plenário de trabalhadores da Somincor.
Plenário de trabalhadores da Somincor.

Entre as reivindicações, inscritas na resolução do plenário e no pré-aviso de greve, estão ainda a antecipação da idade de reforma dos trabalhadores adstritos às lavarias, paste fill e backfill, a progressão nas carreiras, a revogação das alterações unilaterais na política de prémios e o fim da pressão e repressão sobre os trabalhadores.

No plenário, os trabalhadores analisaram as respostas que a administração da  Somincor (Sociedade Mineira de Neves-Corvo, do grupo multinacional canadiano Lundin Mining) apresentou ao sindicato numa reunião, no dia 13, nomeadamente sobre horários de trabalho dos trabalhadores adstritos à mina, antecipação da idade da reforma para os trabalhadores adstritos às lavarias (incluindo paste fill e backfill), progressão nas carreiras, política de prémios e ainda a pressão e repressão sobre os trabalhadores. 

Segundo os trabalhadores, os horários atualmente praticados em regime de laboração contínua compreendem “cinco dias de trabalho e apenas um de descanso”. A cada 17 dias de trabalho seguem-se apenas três dias de descanso, algo que, dizem, representa uma total “desumanidade na organização do tempo de trabalho, dificultando ou mesmo impossibilitando a conciliação da actividade profissional com a vida pessoal e familiar dos trabalhadores”. 

A proposta da administração contempla um horário diário de 10 horas e 42 minutos no fundo da mina, onde os trabalhadores “estão sujeitos a uma actividade extremamente penosa, sendo que, alguns trabalham a mais de mil metros de profundidade”. 

Artigos relacionados: 

Termos relacionados Sociedade

Comentários

Adicionar novo comentário