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Greve nacional da Saúde esta sexta-feira

Perante a ausência de resposta da tutela aos graves problemas vividos diariamente pelos trabalhadores da Saúde, CGTP e UGT convergem na greve nacional que terá lugar na próxima sexta-feira, dia 24 de novembro.
CGTP e UGT convergem na greve nacional que terá lugar na próxima sexta-feira, dia 24 de novembro.

No pré-aviso de greve, datado de 8 de novembro, a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS), afeta à CGTP, elenca os objetivos da paralisação agendada para o período entre as 0h e as 24h do dia 24 de novembro, próxima sexta-feira.

Segundo a federação, em causa está a negociação da carreira de Técnico Auxiliar de Saúde, a revisão da Carreira de Técnico Superior de Saúde, bem como a valorização da Carreira de Técnico Superior de Diagnóstico e Terapêutica e da Carreira Especial de Técnico de Emergência Pré-Hospitalar.

A aplicação das 35 horas de trabalho semanal a todos os trabalhadores e a aplicação do Vínculo Público de Nomeação a todos os trabalhadores do Serviço Nacional de Saúde (SNS) são outras das reivindicações avançadas.

Os trabalhadores exigem ainda o fim dos cortes no pagamento das horas de qualidade e do trabalho suplementar, o pagamento do abono para falhas aos trabalhadores que manuseiam valores e a admissão dos profissionais necessários ao SNS.

Em comunicado, a FNSTFPS lamenta que o Ministério da Saúde continue “a revelar falta de vontade política para resolver os problemas dos trabalhadores” e empurre “mais uma vez a responsabilidade para o Ministério das Finanças, como se este pertencesse a outro governo, que não o de António Costa”.

“A completa ausência de satisfação das reivindicações dos trabalhadores da saúde, por parte do actual governo, justificam que prossigamos a luta, afirmando convictamente, com uma grande adesão à greve nacional dos trabalhadores da Saúde, do próximo dia 24 de novembro, a vontade de vermos consagrado o trabalho com direitos e condições de vida dignas”, escreve a FNSTFPS.

Também a Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP), afeta à UGT, apela em comunicado, à mobilização para a grande jornada de luta de dia 24 de novembro.

No documento, a FESAP sublinha que “não aceita exclusão de mais de 40 mil CIT do processo de descongelamento de carreiras”, lembrando que o processo de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) para os trabalhadores com contrato individual de trabalho (CIT) dos hospitais EPE, se encontra estagnado há cerca de seis anos.

A estrutura sindical faz ainda referência a “outras importantes questões continuam a carecer de resposta por parte do Ministro da Saúde, como sejam a necessidade de valorização das carreiras de assistentes operacionais e assistentes técnicos, o pagamento das horas a crédito e todas as questões que envolvem os técnicos superiores da Saúde, com destaque para as relacionadas com a criação da carreira de técnico superior de diagnóstico e terapêutica, questões essas que os compromissos assumidos pelo Governo faziam acreditar que, por esta altura, já estariam resolvidas”.

A FESAP e a FNSTFPS convocaram conferências de imprensa para esta quinta-feira nas suas sedes, para prestar mais esclarecimentos sobre esta greve nacional da Saúde.

 

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