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Greve na Águas do Tejo Atlântico na segunda-feira

Os trabalhadores da Águas do Tejo Atlântico paralisam na próxima segunda-feira, 14 de agosto. Em causa está a uniformização de direitos e subsídios.
Os trabalhadores da Águas do Tejo Atlântico, anunciaram esta sexta-feira, que vão fazer greve, na segunda-feira, dia 14. Foto de Paulete Matos.
Os trabalhadores da Águas do Tejo Atlântico, anunciaram esta sexta-feira, que vão fazer greve, na segunda-feira, dia 14. Foto de Paulete Matos.

O dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) Joaquim Sousa disse em declarações à agência Lusa, esta manhã, que a Águas do Tejo Atlântico resulta da “fusão de três empresas do grupo Águas de Portugal, mas com realidades diferentes”, que a greve tem como objetivo que “todos os trabalhadores da empresa tenham direitos iguais, para trabalho igual”.

Na convocatória emitida pelo STAL pode ler-se que: “Uma empresa que ambiciona a excelência de serviço não pode reiteradamente tratar de forma desigual os seus trabalhadores, esperando que o problema desapareça”.

Os trabalhadores vão exigem:

  • Uniformização do subsídio de transporte para 99,74 euros
  • Uniformização do subsídio de refeição para 7,07 euros
  • Uniformização do subsídio de prevenção para 2,23 euros/hora
  • Atribuição do subsídio de turno de 8,3%

A empresa Águas do Tejo Atlântico emprega cerca de 360 trabalhadores e “é responsável pelo tratamento do esgoto desde a costa do Estoril até à Nazaré”, pelo que a greve pode ter “um impacto muito grande”, afirmou à Lusa o dirigente Joaquim Sousa.

“Uma estação elevatória pode parar”, exemplificou Joaquim Sousa reforçando que “o serviço dos trabalhadores da manutenção é diário”.

Os trabalhadores vão assegurar um piquete de greve para que “não haja nenhum problema ambiental grave”, declarou o responsável do STAL, lembrando que existem dezenas de bandeiras azuis nas praias onde a empresa Águas do Tejo Atlântico faz a sua intervenção .

“Durante anos não se fizeram investimentos na reparação dos equipamentos, assim como também não se investiu nas condições de trabalho”, destacou Joaquim Sousa.

No dia da greve os trabalhadores vão concentrar-se, às 10:30, em frente à sede da empresa Águas do Tejo Atlântico, na ETAR de Alcântara, em Lisboa, para “fazer o ponto de situação e discutir novas formas de luta”.

A Águas do Tejo Atlântico tem como objetivo a recolha, o tratamento e a rejeição de efluentes domésticos e urbanos abrangendo os municípios de Alcobaça, Alenquer, Amadora, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Cascais, Lisboa, Loures, Lourinhã, Mafra, Nazaré, Óbidos, Odivelas, Oeiras, Peniche, Rio Maior, Sintra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira.

O dirigente do STAL refriu ainda que os trabalhadores estão disponíveis para desconvocar a greve se a administração da empresa responder positivamente às revindicações dos trabalhadores e que tenha um plano concreto para as fazer cumprir.

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