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Greve dos professores será a “maior da década”, garante Fenprof

Professores de todo o país cumprem um dia de greve esta quarta-feira contra “apagão” de 9 anos na contabilização do tempo de serviço para efeitos de progressão na carreira. Para as 11 horas está marcada uma concentração em frente à Assembleia da República.

“Os professores deram um sério aviso ao governo no passado dia 27, quando aderiram, muito acima do que é normal acontecer, a uma greve de toda a administração pública. E estou convicto de que vai ser uma greve de professores como há muito não se vê”, garantiu, em declarações ao Diário de Notícias, Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof).

Na mira da paralisação dos professores, que o líder sindical prevê que seja “a maior da década”, está a introdução de uma regra de não retroatividade do tempo de serviço dos docentes entre 31 de agosto de 2005 e 31 de dezembro de 2007 e de janeiro de 2011 a 31 de dezembro de 2018 na proposta de Orçamento do Estado para 2018.

Uma eventual entrada em vigor desta norma impedirá milhares de professores de progredir na carreira no próximo ano e que mais de 50 mil professores nunca atinjam o topo da carreira.

“Orçamento tem de trazer solução para a contagem do tempo de serviço dos professores”

“Dissemos desde o início que era inaceitável que algumas profissões, por terem uma carreira que funciona de maneira diferente, ficassem de fora do reposicionamento”, recordou a deputada do Bloco, dando o exemplo “das professoras e professoras que deram aulas durante tantos anos” e a quem o governo não pode vir “dizer-lhes que o tempo que estiveram na escola não conta para nada, não conta para a sua carreira”. “Isto seria perpetuar o impacto da troika na vida destas pessoas”, defendeu Joana Mortágua.

“O que queremos ver garantido [no Orçamento do Estado para 2018] é uma norma que obrigue o governo a negociar com os sindicatos, na negociação coletiva, o posicionamento e a contagem do tempo de serviço destes professores e professoras”, prosseguiu a deputada, sublinhando que “os sindicatos já vieram dizer que estão disponíveis para negociar e que aceitam várias formas de fazer esta contagem do tempo de serviço”.

Joana Mortágua apela à Greve dos Professores

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