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Greve dos professores a 27 de outubro

A Fenprof anunciou que docentes paralisam na próxima sexta-feira, 27 de outubro, juntando-se à greve nacional da administração pública. O protesto é em defesa dos direitos, das carreiras e dos salários.
“O tempo é de luta porque 2017/2018 terá de ser tempo de resolver problemas”, declarou Mário Nogueira em conferência de imprensa - Foto de Paulete Matos
“O tempo é de luta porque 2017/2018 terá de ser tempo de resolver problemas”, declarou Mário Nogueira em conferência de imprensa - Foto de Paulete Matos

Em conferência de imprensa, realizada nesta sexta-feira, 20 de outubro de 2017, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) anunciou a convocação de greve nacional para 27 de outubro, em conjunto com o protesto da administração pública, convocado no passado dia 6 de outubro, pela Frente Comum de Sindicatos. (Ver notícia no esquerda.net)

Segundo a agência Lusa, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, explicou na conferência de imprensa que a greve abrangerá educadore/as de infância, professores e professoras do ensino básico e secundário, docentes do ensino superior e investigadores.

Em comunicado, a Fenprof anuncia ainda outras ações:

- Greve de educadores de infância e professores dos ensinos básico e secundário “a toda a atividade direta com alunos que esteja inscrita na sua componente não letiva, e também a atividades que não deverão ser da sua responsabilidade, mas de trabalhadores não docentes”, a partir de 6 de novembro e, numa primeira fase, até final do 1.º período letivo.

- Entrega de abaixo-assinado, onde docentes expõem as suas reivindicações, ao ministro da Educação, a 10 de novembro.

- Dia Nacional de Luta dos Professores a 15 de novembro. É o dia em que o ministro da Educação debate a propostas de orçamento para a Educação para 2018.

2017/2018 terá de ser tempo de resolver problemas”

Na conferência de imprensa, Mário Nogueira criticou a proposta do Orçamento do Estado para a Educação, indicando que os docentes exigem na greve o descongelamento das progressões na carreira com garantia de recuperação de todo o tempo de serviço perdido, negociações da atualização dos salários, melhores condições de trabalho e horários em que toda a atividade direta com alunos se integre na componente letiva.

A Fenprof critica o governo de ter a intenção de apagar cerca de 10 anos de serviço cumprido pelos professores para reposicionamento na carreira, salientando que “mais de metade dos professores não terá qualquer acréscimo remuneratório, em 2018, decorrente do processo de descongelamento da carreira, e os que tiverem não irão além dos 5 a 10% do valor que lhes é devido”.

A federação sindical critica também a recusa do ministério ao diálogo, nomeadamente em relação aos horários de trabalho, “toda a atividade desenvolvida diretamente com alunos ser inscrita na componente letiva”; a não ter havido abertura para encontrar resposta adequada aos problemas nos concursos e coma a colocação de professores; em relação ao desgaste e à aprovação de um “regime específico de aposentação”.

Segundo a Lusa, Mário Nogueira acusou o Governo de querer “apagar cerca de 10 anos de serviço cumprido pelos professores, para efeitos de reposicionamento na carreira”, e que isso significa que “mais de metade dos professores não terá qualquer acréscimo remuneratório em 2018”.

O secretário-geral da Fenprof criticou ainda a proposta de Orçamento do Estado para a Educação para 2018, por a despesa ter um decréscimo.

Mário Nogueira concluiu a conferência de imprensa afirmando:

“O tempo é de luta porque, como a Fenprof afirma na campanha que promove de valorização da Educação e dos seus profissionais, 2017/2018 terá de ser tempo de resolver problemas”.

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