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Greve dos enfermeiros com elevada adesão

Centenas de enfermeiras e enfermeiros estão concentrados em vários hospitais do país, exigindo a atualização gradual dos salários, a introdução da categoria de especialista e as 35 horas de trabalho por semana.
Enfermeiros concentrados em frente aos Hospitais da Universidade de Coimbra - Foto de Paulo Novais/Lusa
Enfermeiros concentrados em frente aos Hospitais da Universidade de Coimbra - Foto de Paulo Novais/Lusa

Começou com elevadas adesões a greve de cinco dias dos enfermeiros convocada pelo Sindicato Independente dos Profissionais de Enfermagem (SIPE) e pelo Sindicato dos Enfermeiros (SE) para o período entre as zero horas desta segunda-feira e as 24h da próxima sexta-feira.

As reivindicações do protesto são: a introdução da categoria de especialista na carreira de enfermagem; a atualização gradual dos salários; as 35 horas de trabalho para todos os enfermeiros e enfermeiras.

85% de adesão

Segundo o SE, a adesão à greve foi de 80% no início e aumentou para 85% na manhã desta segunda-feira. “A adesão à greve aumentou. Ontem à noite [domingo] estava em 80% e hoje de manhã aumentou para 85%”, disse à Lusa o presidente dos Sindicato dos Enfermeiros, José de Azevedo.

Centenas de enfermeiras/os concentrados em diversos hospitais

No Hospital de São João no Porto estão concentrados mais de mil enfermeiros e enfermeiras, vestidos de negro e com t-shirts com a palavra “Basta”. A concentração junta profissionais de vários hospitais e centros de saúde de toda a região.

“É uma manifestação pacífica para demonstrar o descontentamento face à atual situação e à forma como os enfermeiros têm sido tratados ao longo dos anos”, afirmou a organizadora do protesto, uma enfermeira há 22 anos no Hospital de São João no Porto, que convocou a concentração pelas redes sociais.

Em frente ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa, também estão concentrados centenas de enfermeiras e enfermeiros, igualmente vestidos de negro e com faixas e cartazes.

Segundo a Lusa, “Juntos somos mais fortes” e “Não à discriminação, ameaças é que não” são alguns dos lemas escritos nesses cartazes e “Chega de exploração” e “Não somos licenciados de segunda” são palavras de ordem muito gritadas.

Alguns hospitais estão a marcar falta injustificada aos grevistas, nomeadamente no Hospital de Santa Maria. O Sindicato dos Enfermeiros (SE) decidiu que vai processar judicialmente todos os hospitais que marcarem falta injustificada aos grevistas.

À Lusa, Emanuel Boieiro do SE disse que “todos os hospitais que marquem falta injustificada aos enfermeiros que não compareçam ao serviço por estarem a cumprir os cinco dias de greve hoje iniciados vão ter os serviços jurídicos do sindicato à perna”.

 

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) não convoca esta greve, prossegue as negociações com o governo e tem marcada para esta terça-feira, uma reunião de negociações com o ministro da Saúde. Ao Correio da Manhã, Guadalupe Simões da direção do SEP disse: “O Ministério da Saúde já admitiu, ao SEP, vontade de ajudar os enfermeiros, de revalorizar a profissão, portanto, até esgotarmos o processo negocial e do diálogo, não vamos entrar em processos de greve”.

Abaixo, post do deputado do Bloco de Esquerda José Soeiro no facebook:

Notícia atualizada às 15.35h de 11 de setembro de 2017

 

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