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Gravações da série da RTP "Ministério do Tempo" paradas por salários em atraso

Segundo denuncia o CENA-STE, são cerca de 60 os trabalhadores que neste momento têm vencimentos em atraso. Assumindo que “esta situação é da total responsabilidade da produtora Just Up”, o sindicato assinala que é “importante que a RTP tome uma posição sobre este assunto”.

Num comunicado publicado na sua página de internet, o CENA-STE afirma que “foi informado desta situação por vários trabalhadores, entrando desde logo em contacto com a Just Up para encontrar resolução breve”, sendo que a produtora não respondeu aos contactos do sindicato.

Segundo pôde apurar o CENA, são cerca de 60 "os trabalhadores que neste momento têm vencimentos em atraso, e de que fazem parte actores do elenco fixo e adicional e elementos da equipa técnica". O sindicato avança ainda que “os valores em dívida respeitantes ao mês de Maio chegam às centenas de milhares de euros” e que “alguns trabalhadores da 1ª temporada não têm também a sua situação regularizada”.

“No audiovisual, infelizmente, estas situações vão-se repetindo com alguma regularidade”, lamenta o CENA-STE, garantindo que “não deixará de intervir nestes casos que dizem respeito ao direito básico e fundamental de ser remunerado pelo trabalho realizado”.

Assumindo que “esta situação é da total responsabilidade da Just Up”, o sindicato assinala que é “importante que a RTP tome uma posição sobre este assunto”.

Neste sentido, o CENA-STE destaca um excerto do comunicado publicado pelo elenco fixo no facebook:

"(...) gostaríamos de deixar um forte alerta a todos os companheiros de profissão sobre o risco que corremos ao aceitar convites para trabalhar com algumas produtoras que, infelizmente não merecem a dedicação dos profissionais que tudo fazem a bem do seu trabalho e, deixar um apelo à direcção da RTP para que não nos deixe à mercê daqueles que, a coberto de uma maior oferta no mercado audiovisual, se apresentam a concurso sem as condições mínimas para exercerem dignamente esta actividade."

“A situação destes profissionais é ainda mais delicada tendo em conta os vínculos precários com que estavam a exercer as suas profissões. Falamos de trabalhadores por conta de outrem, só um contrato de trabalho lhes garante os seus direitos, e facilita, neste caso, a recuperação das remunerações em falta”, alerta o CENA-STE, afirmando que continua disponível “para dialogar com a Just Up”, esperando que “em breve seja encontrada uma solução que permita a conclusão da produção”.

“Da nossa parte, tomaremos em conjunto com os trabalhadores as medidas necessárias para garantir o pagamento destas remunerações”, remata o sindicato.

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